Anunciado na 4ª feira (5.ago.2026) como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) afirmou que colocou seu material genético à disposição da PGR (Procuradoria-Geral da República) e da Polícia Federal para acelerar a apuração sobre as afirmações feitas por adversários políticos de que ele teria cometido estupro de vulnerável.
Em 27 de março, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) disseram que Gaspar cometeu o crime, e seria pai de um filho decorrente do estupro. As declarações foram feitas durante a leitura do relatório final da CPMI do INSS, da qual foi relator. Os congressistas não apresentaram provas que sustentassem a afirmação. O caso não resultou na instauração de processo criminal nem em denúncia até o momento. Mas é lembrado com frequência pelos adversários políticos.
publicidade Formulário de cadastro alertas grátis do Poder360 concordo com os termos da LGPD. Inscreva-se Inscreva-seGaspar disse que é o “maior interessado” na investigação e que deseja uma conclusão rápida do caso. Alega inocência e critica as declarações, que chama de chantagem. Segundo o deputado, o exame de DNA, que foi realizado em abril deste ano em um processo que corre na Justiça em Alagoas, foi realizado por iniciativa própria para afastar a suspeita de que seria pai da criança fruto do suposto crime.
publicidade publicidade“A honra exige a conclusão desse assunto. Não precisa medida prévia. A gente quer ir às últimas consequências, a gente quer já fazer o DNA e acabar com essa conversa“, declarou o congressista durante entrevista a jornalistas 1 dia depois de ser anunciado vice.
Gaspar realizou exame de DNA na Polícia Científica de Alagoas e apresentou uma representação contra Lindbergh e Soraya por calúnia, denunciação caluniosa, injúria e coação no curso do processo.
publicidadeO caso ainda não resultou em denúncia da Procuradoria-Geral da República. A notícia-crime está em fase de análise e, paralelamente, as queixas-crime apresentadas por Gaspar e pelos congressistas tramitam no Supremo Tribunal Federal sob relatoria do ministro Gilmar Mendes.
Ofensiva jurídicaA coordenadora jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro, Maria Claudia Bucchianeri, afirmou que Alfredo Gaspar adotou uma série de medidas para tentar acelerar a apuração das afirmações de Lindbergh e Soraya desde que elas foram apresentadas, no fim de março. E que, depois de levar o caso à PGR, agora vai levar ao STF o pedido para acelerar a coleta de DNA.
Segundo ela, o deputado enviou um ofício ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, colocando-se à disposição para fornecer material genético e pedindo que fosse realizado o exame de DNA para confrontá-lo com a pessoa apontada como sua filha.
publicidade“Uma pessoa acusada de uma situação tão infame como essa, o que mais ele poderia ter feito? […] Ele mandou um ofício para o Andrei Rodrigues dizendo: ‘Eu quero fazer o meu DNA. Por favor, me chamem, coletem o DNA, identifiquem quem foi o fruto desse suposto crime e, por favor, protejam e acabem com isso’. Nunca tivemos nenhuma devolutiva“, declarou sobre Alfredo.
A advogada também afirmou que Gaspar apresentou representações contra o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) nos Conselhos de Ética da Câmara e do Senado, além de acionar a Procuradoria-Geral da República e o Supremo Tribunal Federal por supostos crimes de coação no curso do processo, denunciação caluniosa, obstrução de Justiça e crimes contra a honra.
“O timing dessa denúncia tinha a clara tentativa de impedir a conclusão da leitura do relatório da CPMI. Por isso ele representou contra Lindbergh e Soraya na PGR e no Supremo por coação no curso do processo, denunciação caluniosa, obstrução de Justiça e crimes contra a honra.”
Na esfera cível, segundo a defesa, o parlamentar ajuizou uma ação indenizatória por danos morais contra os 2 congressistas.
Bucchianeri afirmou ainda que Gaspar ingressou com uma ação cautelar de produção antecipada de provas para que o Poder Judiciário determinasse a coleta oficial de seu DNA. Segundo ela, o material genético foi coletado por perito judicial, com acompanhamento do Ministério Público e da Polícia, e permanece sob custódia da Justiça à espera de eventual comparação genética.
publicidadeTodo conteúdo