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João Campos diz que Raquel Lyra mantém “gabinete do ódio” ela nega

João Campos diz que Raquel Lyra mantém “gabinete do ódio” ela nega
Candidato afirma que estrutura no governo de PE seria usada para atacar adversários políticos da governadora. Leia no Poder360.

João Campos (PSB), candidato ao governo de Pernambuco, disse nesta 4ª feira (26.ago.2026) que a governadora Raquel Lyra (PSD) mantém um “gabinete do ódio” no governo estadual para “atacar” adversários políticos. A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais.

“Venho denunciando a existência de um gabinete do ódio, que tem atacado a mim, meus aliados, minha família e minha mulher de forma covarde, caluniosa, mentirosa, difamatória. Isso é muito grave”, afirmou Campos. Segundo o candidato, ele relata a existência da estrutura há mais de 1 ano.

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Assista (2min27s):

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O vídeo, publicado em seu perfil no Instagram, cita uma reportagem da TV Record, exibida na noite de 3ª feira (25.ago.), que apontou a existência de uma possível estrutura responsável por produzir e disseminar críticas contra adversários de Lyra durante o período eleitoral.

Para Campos, o conteúdo exibido pela Record reforça o caso e indica que integrantes do governo estariam envolvidos na operação.

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“A matéria em rede nacional revela e comprova a existência desse gabinete e o que é mais grave: um próprio servidor relata que as decisões são tomadas dentro do Palácio do Governo. Isso é criminoso, isso é absurdo, não vale tudo na política ou em uma eleição”, disse.

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Campos afirmou que sua equipe jurídica deverá adotar medidas em resposta às informações divulgadas pela emissora.

SOBRE A REPORTAGEM

A TV Record apontou uma possível rede de páginas e perfis no Instagram voltada contra adversários de Raquel Lyra. Segundo a emissora, a estrutura tem relação com recursos de contratos de publicidade de órgãos públicos estaduais.

A reportagem citou um funcionário da Caixa Econômica Federal cedido ao governo de Pernambuco desde abril de 2025. Segundo a Record ele participou da coordenação de páginas que publicavam críticas a João Campos.

A Record também relacionou o funcionário ao Portal de Prefeitura, jornal local, que, segundo a reportagem, recebeu mais de R$ 600 mil em contratos de publicidade com órgãos públicos. A emissora levantou a suspeita de que parte dos recursos financiou a estrutura.

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O Portal de Prefeitura negou os relatos e qualquer vínculo com o chamado “gabinete do ódio”. A empresa afirmou que as publicações são avaliadas antes da divulgação e que os contratos seguem critérios legais.

RAQUEL NEGA

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, negou as informações nesta 4ª feira (26.ago.) durante ato de campanha no Recife e disse que o funcionário da Caixa já foi demitido do cargo.

Em entrevista a jornalistas, Raquel afirmou que o PSB reproduz práticas políticas antigas, apesar de se apresentar como uma alternativa de renovação. “Não faço política desse jeito. Para mim, a eleição não é um vale-tudo. Não abro mão dos valores que me trouxeram até aqui de defesa incansável da democracia”, disse.

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