O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse na 5ª feira (20.ago.2026) que pretende rediscutir a mistura obrigatória de etanol na gasolina caso seja eleito. Em julho, o CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) elevou o teor mínimo do biocombustível de 30% (E30) para 32% (E32).
Durante sua live semanal no YouTube, Flávio foi questionado sobre o tema por um apoiador que reclamava do “prejuízo” causado pela quantidade de etanol na gasolina. “É verdade, é uma coisa que a gente vai ter que discutir aí”, respondeu o senador.
publicidadeDesde que foi oficializado pelo governo, em regime provisório de 180 dias, o E32 vem sendo alvo de críticas de motoristas, associações do setor automotivo e congressistas, que questionam possíveis danos que o aumento da mistura pode causar a motores de carros e motos e a decisão do governo de aprovar a medida sem testes de durabilidade.
publicidade publicidadeAliada de Flávio e candidata ao Senado, a deputada Bia Kicis (PL-DF) é autora de um PDL (Projeto de Decreto Legislativo) para barrar o aumento da mistura.
Outro questionamento recorrente é em relação ao preço do combustível. Consumidores reclamam de pagar por gasolina e levar cada vez mais etanol. “Obviamente, é uma discussão que tem que ser feita, porque tem a discussão de estragar os motores. Pagou pela gasolina, tem que levar gasolina, né?”, disse Flávio na transmissão.
publicidadeO candidato do PL também comparou o aumento do teor de etanol na gasolina à redução do tamanho de produtos sem alteração de preço.
publicidade publicidade“Hoje, as pessoas vão comprar uma barrinha de chocolate no mercado, era de 200 gramas, agora, 160. Vai comprar um rolo de papel higiênico, que era de 40 metros, hoje tem 36. Caixa de Bis, que vinha com 20, agora vem com 16. Dúzia de ovos passou a ter 10. A gasolina virou etanol. Nem o combustível esse governo tá poupando”, declarou.
AUMENTO É LEIO aumento do teor de etanol na gasolina comercializada ao consumidor foi estabelecido na Lei do Combustível do Futuro, sancionada em outubro de 2024. O texto determina uma ampliação gradual, desde que haja viabilidade técnica comprovada por testes. A proposta foi aprovada, inclusive, com apoio de aliados de Flávio.
A elevação da mistura é uma demanda recorrente do setor de etanol, que atua com frequência junto ao governo em defesa da medida. O aumento do teor mínimo beneficia diretamente a indústria de biocombustíveis, que amplia sua participação no mercado nacional a cada avanço a partir do crescimento da demanda por etanol.
Em um aceno ao setor, Flávio defendeu que há outras maneiras de impulsionar o crescimento da indústria sucroenergética, mas não deu detalhes sobre eventuais propostas.
publicidade“Tem outras formas de a gente incentivar esse nosso grande segmento que é o do etanol no Brasil, e a gente vai fazer isso durante o nosso governo”, disse o senador.
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