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Candidato corre 42 km ao redor do TSE contra suspensão de campanha

Candidato corre 42 km ao redor do TSE contra suspensão de campanha
Wilson Grassi correu 42 km em protesto à decisão de Dias Toffoli, que suspendeu suas contas e verbas eleitorais. Leia no Poder360.

O candidato à Presidência da República pelo Partido Democrata, Wilson Grassi, iniciou, nesta 4ª feira (2.set.2026), uma maratona como forma de protesto ao redor do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília. A ação é uma resposta à decisão do ministro Dias Toffoli de suspender os perfis dele no Instagram e no Facebook e os repasses do FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha), além de proibir sua participação em debates.

Grassi completou os 42 quilômetros previstos para o 1º dia em cerca de 6 horas. O candidato afirmou que pretende repetir o percurso diariamente enquanto a suspensão não for revertida. O anúncio da maratona foi feito em entrevista ao Poder360, na 3ª feira (1º.set).

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Assista ao vídeo (1min5s):

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No vídeo em que fala da iniciativa, Grassi aparece chamando a decisão de “censura” e afirma que o TSE “matou” sua candidatura. “E o erro que eu cometi aqui foi fazer um post na minha conta pessoal, ao invés da minha conta profissional. Esse erro foi cometido por mais de 3.000 candidatos. E os 3.000 estão aí com o Instagram, com o Facebook, trabalhando, e só eu, hoje, estou com as redes suspensas”, declarou antes de iniciar o percurso.

O candidato classificou a suspensão de seus perfis nas redes sociais como uma “tentativa de silenciar sua candidatura” e atribuiu à corrida um significado de resistência.

“Essa é uma corrida pela liberdade. É uma corrida pela democracia. É uma corrida pelo fim da censura. E vou fazer isso todos os dias, enquanto eles não me devolverem a liberdade, enquanto as minhas pernas aguentarem”, disse o candidato.

publicidade Entenda o caso

O ministro do TSE, Dias Toffoli, suspendeu, na 2ª feira (31.ago), a campanha eleitoral de Grassi. Também proibiu a participação do candidato em debates e o acesso aos repasses do FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha). 

Toffoli aplicou para Grassi o mesmo entendimento adotado para a campanha de Renan Santos (Missão). O ministro entendeu que os 2 candidatos apresentaram informações erradas sobre os perfis oficiais nas redes sociais usados na campanha. 

No despacho, o ministro afirmou que Grassi informou à Justiça Eleitoral sobre os seus 8 perfis nas redes sociais depois de 17 dias do requerimento de registro da campanha. Toffoli ressalta que o perfil oficial do candidato no Instagram, que conta com 156 mil seguidores, divulgava o conteúdo de campanha antes da comunicação ao TSE.

A campanha digital de Renan Santos foi liberada 2 dias depois da suspensão.

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