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UE aprova acordo com Mercosul após 25 anos

UE aprova acordo com Mercosul após 25 anos
As capitais do bloco têm até as 17h de Bruxelas desta 6ª feira 9.jan a para apresentar quaisquer objeções. Leia no Poder360.

Uma maioria qualificada de Estados-membros da UE (União Europeia) aprovou nesta 6ª feira (9.jan.2026) o acordo comercial do bloco com os países do Mercosul para sua assinatura. França, Polônia, Áustria, Irlanda e Hungria manifestaram oposição. A Bélgica se absteve. As capitais dos integrantes da UE têm até as 17h (horário em Bruxelas, 13h em Brasília) desta 6ª feira para apresentar quaisquer objeções.

As garantias adicionais para o mercado agrícola europeu que seriam incluídas no texto ?em caso de aumento excessivo nas importações do Brasil, da Argentina, do Paraguai e do Uruguai? também foram aprovadas pelos embaixadores da UE.

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O Conselho Europeu está reunido nesta 6ª feira (9.jan) para deliberar sobre o acordo. Se houver o aval, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, deverá viajar ao Paraguai para assinar o documento com o bloco sul-americano na 2ª feira (12.jan). O país assumiu a presidência rotativa do Mercosul, que estava com o Brasil até 20 de dezembro de 2025.

Para o acordo entrar em vigor, no entanto, ainda é preciso ser aprovado pelo Parlamento Europeu.

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Na 5ª feira (8.jan), o presidente Emmanuel Macron (Renascimento, centro) havia anunciado que a França votaria contra. Disse que os benefícios do acordo seriam ?limitados para o crescimento francês e europeu? e que não justificavam ?expor? setores agrícolas importantes para o país.

A Irlanda também havia sinalizado oposição ao tratado. O vice-primeiro-ministro, Simon Harris (Fine Gael, centro-direita), disse que as medidas adicionais propostas pela UE ?não são suficientes para ?satisfazer? seus cidadãos. A oposição desses países, da Hungria e da Polônia, no entanto, não é suficiente para impedir que o acordo avance.

A Itália havia barrado a assinatura em dezembro de 2025, mas sinalizou ter mudado de posição caso houvesse limites a importações.

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Para a aprovação, a Comissão Europeia precisava do apoio de pelo menos 15 dos 27 países integrantes, que representassem pelo menos 65% da população. A iniciativa teve o apoio de países importantes do bloco europeu, como Alemanha e Espanha. Com 59 milhões de habitantes, a Itália também é considerada parte fundamental da votação.

As negociações que levaram a esse acordo remontam a junho de 1999, quando ocorreu a 1ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da América Latina, do Caribe e da União Europeia, no Rio. Segundo o Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), essa cúpula foi responsável por impulsionar os esforços entre o Mercosul e a UE para elaborar um tratado bilateral com o objetivo de promover uma integração mais robusta entre os 2 blocos.

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