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Petrobras volta atrás em reajuste da gasolina horas após anúncio

Petrobras volta atrás em reajuste da gasolina horas após anúncio
Estatal havia informado elevação de preço no mesmo dia em que o governo anunciou desoneração do combustível. Leia no Poder360

A Petrobras recuou, na madrugada desta 5ª feira (10.set.2026), do aumento adicional de R$ 0,19 por litro que havia anunciado 4 horas antes para a gasolina. A estatal informou que aplicará somente o acréscimo de R$ 0,44 decorrente do fim do desconto bancado pelo governo. Com a correção, o preço médio cobrado pela companhia das distribuidoras será de R$ 3,05 por litro, e não de R$ 3,24.

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Desde maio, a Petrobras concedia desconto de R$ 0,44 por litro da gasolina por meio da subvenção federal. O valor era abatido do preço cobrado das distribuidoras e posteriormente ressarcido à estatal. A MP (medida provisória) 1.358 de 2026, que criou o benefício, perdeu a validade na 4ª feira (9.set).

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Na tarde do mesmo dia, o governo anunciou a substituição da subvenção por uma redução de R$ 0,63 por litro na cobrança de PIS/Pasep e Cofins na comercialização interna e na importação. O decreto 13.116 de 2026 reduziu a carga das contribuições para R$ 0,16 por litro de 10 de setembro a 9 de outubro. A medida é viabilizada pela Lei Complementar 235 de 2026, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 27 de agosto, que ficou conhecida como o PLP dos Combustíveis, enquanto tramitava no Congresso.

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Horas depois, a Petrobras informou que elevaria o preço em R$ 0,63, para R$ 3,24 por litro. O aumento era composto pelo fim do desconto de R$ 0,44 e por um reajuste adicional de R$ 0,19. A medida anularia integralmente o efeito da desoneração federal para as distribuidoras. Na madrugada, porém, a estatal retirou o acréscimo adicional e publicou uma correção. Eis a íntegra do comunicado (PDF – 84 kB)

“Diferentemente do informado anteriormente, a alteração no preço da gasolina da Petrobras nos pontos de venda corresponderá apenas à suspensão do desconto”, diz o comunicado. 

Quanto à mudança repentina, a estatal não deu muitas explicações. O comunicado é tratado como uma “correção” do informe anterior, ou seja, a companhia alega erro de comunicação. 

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Até a 4ª feira (9.set), o preço médio da gasolina da Petrobras, depois do desconto de R$ 0,44, era de R$ 2,61 por litro. Com o encerramento da subvenção, o valor cobrado das distribuidoras sobe para R$ 3,05. A estatal desistiu somente do aumento adicional de R$ 0,19, e não do acréscimo provocado pelo fim do subsídio.

Ao mesmo tempo, a redução de R$ 0,63 em PIS/Pasep e Cofins supera em R$ 0,19 o aumento de R$ 0,44 aplicado pela Petrobras. Por isso, o efeito líquido será uma queda de R$ 0,19 por litro no preço com tributos pago pelas distribuidoras. A redução não necessariamente será repassada integralmente às bombas, porque o preço final também inclui a mistura de etanol anidro, ICMS, frete e margens de distribuição e revenda.

O governo também anunciou na 4ª feira a assinatura de uma medida provisória que autoriza uma nova subvenção ao diesel. O texto ainda não foi publicado no Diário Oficial da União. A Petrobras afirmou que aguarda a publicação dos atos legais necessários para avaliar e implementar o benefício.

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