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Investidores estrangeiros colocaram R$ 25,5 bi na Bolsa em 2025

Investidores estrangeiros colocaram R$ 25,5 bi na Bolsa em 2025
Ibovespa subiu 33,95% no ano passado, com o melhor desempenho anual desde 2016 com follow-on, saldo foi de R$ 26,9 bilhões. Leia no Poder360.

O saldo de investimento estrangeiro na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo) foi de R$ 25,5 bilhões em 2025. Esse foi o melhor desempenho anual desde 2023, quando houve entrada líquida de R$ 44,9 bilhões.

Em 2024, houve retirada de capital externo. Os investidores internacionais retiraram R$ 32,1 bilhões naquele ano. O Ibovespa, principal índice da B3, subiu 33,95% em 2025, o melhor desempenho anual desde 2016. Houve um movimento de maior apetite aos ativos de risco no mundo no ano passado.

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Ao considerar os follow-ons, o saldo de investimento estrangeiro fica positivo em R$ 26,9 bilhões. Um follow-on é quando uma empresa que já tem ações na Bolsa e resolve vender mais ações para levantar dinheiro. A operação é diferente do IPO (oferta pública inicial), que é quando a empresa decide abrir capital no mercado.

CENÁRIO ECONÔMICO

O Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) retomou o ciclo de corte dos juros. O intervalo caiu para 3,50% a 3,75% ao ano. As taxas mais baixas diminuem o rendimento dos títulos públicos norte-americanos e aumentam o apetite a risco dos investidores.

Além disso, a política comercial dos Estados Unidos fez com que os agentes financeiros e os bancos centrais dos países diminuíssem a exposição de suas carteiras ao dólar.

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O aumento do endividamento e a paralisia governamental (shutdown) dos Estados Unidos também movimentaram os ativos.

Ao longo do ano, investidores reagiram a mudanças nas expectativas de juros, inflação, política fiscal e ao ambiente externo, num cenário de incertezas recorrentes. O tarifaço implementado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), aumentou a volatilidade.

O BC (Banco Central) elevou a taxa básica, a Selic, para 15% ao ano, em junho, patamar que permanece até hoje. A autoridade monetária defende um aperto monetário prolongado para levar a inflação ao centro da meta, de 3%.

Os investidores também acompanham os dados de atividade econômica. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publicou nem 30 de dezembro que a taxa de desemprego cedeu para 5,2% no trimestre encerrado em novembro, o menor patamar da série histórica, iniciada em 2012.

O Banco Central disse que o mercado de trabalho tem demonstrado sinais “incipientes” de desaquecimento. Defende que os “vetores inflacionários” se mantêm adversos e impactam, em particular, a inflação de serviços.

As projeções dos agentes financeiros indicam que o dólar fechará 2026 aos R$ 5,50. As incertezas fiscais estão no radar dos economistas. O BC divulgou em 30 de dezembro que o deficit nominal acumulado em 12 meses do setor público consolidado –formado por União, Estados, municípios e estatais– somou R$ 1,027 trilhão em novembro. A dívida bruta do Brasil subiu para 79% do PIB (Produto Interno Bruto) no mês passado e superou R$ 10 trilhões.

Os agentes financeiros avaliam que haverá um crescimento dos gastos públicos em 2025 por causa das eleições. A expansão fiscal pode impactar o consumo das famílias e, consequentemente, pressionar a inflação dos serviços. O movimento pode retardar o ciclo de corte de juros e aumentar o custo da dívida pública.

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