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Indústria critica juros de 15% ao ano: Juros altos travam o Brasil

Indústria critica juros de 15% ao ano: Juros altos travam o Brasil
Confederação Nacional da Indústria afirma que a taxa Selic elevada freia os investimentos e encarece o consumo. Leia no Poder360.

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) criticou nesta 4ª feira (5.nov.2025) a manutenção da taxa básica, a Selic, em 15% ao ano. Segundo nota (PDF ? 600 kB), os ?juros altos travam o Brasil ao frear investimentos e encarecer o consumo?.

A entidade compartilhou um estudo da Nexus (Pesquisa e Inteligência de Dados), que mostra que 77% das indústrias investiriam mais se a taxa básica caísse.

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Leia o infográfico abaixo:

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?O índice é idêntico entre pequenas, médias e grandes empresas, indicando que a redução dos juros impulsionaria o investimento e, consequentemente, o crescimento econômico em todos os segmentos?, disse a CNI. O levantamento ouviu 1.000 executivos da indústria. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para cima e para baixo. O intervalo de confiança é de 95%.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, declarou, no comunicado, que a decisão de manter a Selic em 15% ao ano é ?mais um duro golpe na economia e na competitividade na indústria brasileira?. Para o representante da confederação, não há justificativa técnica para manter a Selic em um patamar tão elevado.

O juro real próximo de 10% ao ano inibe o investimento produtivo, afeta o consumo das famílias e penaliza especialmente as camadas de menor renda, segundo a CNI.

publicidade FIRJAN FAZ ALERTA 

A Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) afirmou que a manutenção da Selic impede o avanço sustentável da economia e aprofunda as dificuldades enfrentadas pela produção industrial brasileira ?que registrou queda de 0,4% em setembro. Leia a íntegra (PDF ? 48 KB) da nota.

A entidade defende que a redução sustentável dos juros depende de um ambiente macroeconômico mais previsível e favorável ao investimento: ?Esse patamar impõe um custo elevado para empresas e famílias, reduzindo o consumo, o investimento e a geração de empregos. A política monetária, sozinha, não é capaz de sustentar a estabilidade econômica?, disse a federação.

PRODUÇÃO PREOCUPA FIEMG

Para a Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), a taxa de juros em 15% afeta a capacidade das empresas de manter suas operações e planejar novos investimentos. A entidade afirma que haverá redução no ritmo de produção e na geração de empregos. Avalia ainda que o crédito mais caro faz com que o consumidor reduza compras de maior valor, prejudicando o desempenho dos setores automotivo, eletroeletrônico e de construção civil.

?Manter os juros elevados por um período prolongado representa um entrave ao crescimento econômico. O Brasil precisa alinhar a política monetária ao esforço de dinamização do setor industrial, sem sufocar a força produtiva da sua indústria?, declarou o presidente da federação, Flávio Roscoe.

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