O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta 5ª feira (10.set.2026) o fim da chamada ?taxa das blusinhas?, encerrando a cobrança criada para compras internacionais de até US$ 50.
Durante o evento no Palácio do Planalto, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu que a isenção seja acompanhada da manutenção de mecanismos de controle das remessas que entram no país.
publicidade Formulário de cadastro alertas grátis do Poder360 concordo com os termos da LGPD. Inscreva-se Inscreva-seSegundo Durigan, o modelo adotado pelo governo permite que a Receita Federal receba informações sobre as mercadorias antes mesmo de elas deixarem o país de origem.
publicidade publicidadeO ministro afirmou que as empresas de comércio eletrônico passaram a fornecer dados sobre os produtos e os responsáveis pelas remessas, o que, na avaliação dele, reduz fraudes e facilita a fiscalização.
CONTROLE DAS REMESSASDurigan afirmou que, antes da organização do sistema, havia casos em que uma pessoa física aparecia como remetente de uma encomenda quando, na realidade, a operação era feita por uma empresa. O ministro disse que a Fazenda trabalhou com as companhias para identificar corretamente a origem das mercadorias.
?Hoje, principalmente nos embarques expressos, recebemos a informação do que vêm das empresas desde antes de sair do porto de origem.?
publicidadeDe acordo com o ministro, o mecanismo também permite identificar produtos que não podem entrar no Brasil, como armas e drogas, além de mercadorias que descumpram regras brasileiras de proteção de crianças e adolescentes e de segurança dos produtos.
MUDANÇAS NA TRIBUTAÇÃODurigan lembrou que a isenção para remessas de pessoas físicas foi alterada ao longo dos últimos anos. Em 2024, o Congresso Nacional aprovou a cobrança de 20% de Imposto de Importação para compras de até US$ 50, medida que ficou conhecida como ?taxa das blusinhas?.
O ministro afirmou que a retomada da isenção atende à determinação de Lula de priorizar a população de menor renda, que, segundo ele, é a mais afetada pela tributação das compras internacionais.
Para Durigan, o modelo atual busca combinar a redução da tributação com maior fiscalização. Ele disse que a formalização das empresas permite ao governo ter acesso a informações que antes não estavam disponíveis e acompanhar as mercadorias que entram no país.
?Antes não tinha controle nenhum, abuso, falta de controle, fraude. Agora está funcionando bem?, declarou.
O ministro também afirmou que o sistema beneficia consumidores que procuram produtos não disponíveis no mercado brasileiro, ao mesmo tempo em que amplia a transparência sobre as operações de comércio eletrônico internacional.
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