O bloqueio de R$ 1,6 bilhão do Orçamento de 2026, anunciado em 24 de março, preservará os gastos com o Programa de Aceleração do Crescimento, segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento. O governo federal publicou na 2ª feira (30.mar.2026) o novo decreto de programação orçamentária e financeira do 1º bimestre, que detalha a distribuição do congelamento de recursos orçamentários por órgãos.
Do total bloqueado, a maior parte, R$ 1,26 bilhão, atinge despesas discricionárias (não obrigatórias) do Poder Executivo classificadas como RP2, o que exclui os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento. Os R$ 334 milhões restantes recaem sobre emendas parlamentares. A Lei de Diretrizes Orçamentárias regulamenta como se dará o bloqueio das emendas parlamentares, incluindo emendas impositivas. Leia a íntegra (PDF ? 267 kB) do decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União.
publicidade publicidade Formulário de cadastro alertas grátis do Poder360 concordo com os termos da LGPD. Inscreva-se Inscreva-se AJUSTE FISCALAlém do bloqueio, o decreto mantém o chamado faseamento de empenho, mecanismo que limita o empenho (autorização) de despesas ao longo do ano. Na prática, isso impõe uma restrição de até R$ 42,9 bilhões nos gastos discricionários até novembro.
publicidadeO objetivo é alinhar o ritmo de execução das despesas à arrecadação prevista, evitando desequilíbrios nas contas públicas e permitindo ajustes ao longo do exercício, caso novas necessidades de contenção surjam.
publicidadeO decreto estabelece que os limites de empenho serão liberados em etapas ao longo do ano ?com prazos previstos para maio, novembro e dezembro. A estratégia acompanha os ciclos de reavaliação fiscal e permite maior controle sobre a execução do Orçamento.
DISTRIBUIÇÃO DO BLOQUEIOOs cortes atingem diferentes áreas do governo, com maior impacto em pastas como o Ministério dos Transportes, que concentra R$ 476,7 milhões do bloqueio, seguido por órgãos ligados à infraestrutura e desenvolvimento regional.
publicidadeOutros ministérios também registraram reduções, embora em menor escala, como o Ministério da Fazenda e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Já áreas como saúde e educação tiveram impacto praticamente nulo no bloqueio deste bimestre.
Os bloqueios foram distribuídos da seguinte forma:
Ministério dos Transportes ? R$ 476,7 milhões; Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte ? R$ 131 milhões; Ministério da Agricultura e Pecuária ? R$ 124,1 milhões; Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional ? R$ 101 milhões; Ministério da Fazenda ? R$ 100 milhões; Ministério das Cidades ? R$ 84 milhões; Agência Nacional de Transportes Terrestres ? R$ 81,2 milhões; Ministério do Esporte ? R$ 67,7 milhões; Ministério de Portos e Aeroportos ? R$ 30,3 milhões; Ministério da Cultura ? R$ 23,9 milhões; Ministério das Comunicações ? R$ 19,3 milhões; Ministério da Pesca e Aquicultura ? R$ 8,8 milhões; Ministério do Turismo ? R$ 7,3 milhões; Agência Nacional de Saúde Suplementar ? R$ 3,4 milhões; Ministério da Saúde ? R$ 1,7 milhão. MONITORAMENTO DE CONTASSegundo o governo, a execução orçamentária seguirá sob monitoramento contínuo, com possibilidade de novos ajustes para garantir o cumprimento da meta fiscal de 2026.
Os órgãos federais têm até 7 de abril para indicar quais programações serão efetivamente bloqueadas.
No caso das emendas parlamentares, a distribuição dos cortes seguirá regras específicas previstas na legislação vigente.
Com informações da Agência Brasil.
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