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Fred Trajano critica pressa eleitoreira e vê risco ao varejo

Fred Trajano critica pressa eleitoreira e vê risco ao varejo
Presidente do Magalu destaca fechamento de lojas e critica pautas como o fim da escala 6 X 1 e “taxas das blusinhas”. Leia no Poder360.

O presidente da Magazine Luiza, Frederico Trajano, criticou, na 5ª feira (27.ago.2026), propostas que tramitam no Congresso e que podem prejudicar o setor varejista. O empresário afirmou que centenas de lojas estão fechando “do dia para a noite” no país e reclamou do que chamou de “pressa eleitoreira” do governo na condução de pautas no Legislativo que afetam o segmento.

Durante encontro de varejistas realizado no Nubank Arte Lab, em São Paulo, Fred Trajano avaliou que são altas as chances de o varejo sair derrotado nas votações que se aproximam –a PEC 221 de 2019, do fim da escala 6 X 1, e a medida provisória que acaba com o imposto federal para importações de até US$ 50, a taxa das blusinhas. Para o executivo, a proximidade das eleições presidenciais está fazendo com que o bom senso ceda lugar ao cálculo eleitoral.

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“Na verdade, em muitas das votações, a chance de perder é alta hoje, infelizmente, porque, como está aí, a opinião pública e, principalmente, a véspera da eleição, acaba fazendo com que o bom senso não prevaleça. O que prevalece é o que vai dar o voto daqui a 1 mês. Mas eu acho que a gente tem que fazer o nosso papel de estarmos nos manifestando e não nos calando diante deste momento”, afirmou o executivo.

Assista a seguir à fala de Fred Trajano no Nubank Arte Lab (9min29s):

🎥#vídeo Fred Trajano critica “pressa eleitoreira” e alerta para risco ao varejo

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🗣️ Presidente do Magalu destaca fechamento de lojas e critica pautas como o fim da escala 6 X 1 e “taxas das blusinhas”

👇 Assista ao vídeo: pic.twitter.com/UWqjkgPr73

— Poder360 (@Poder360) August 28, 2026

TAXA DAS BLUSINHAS E 6 X 1

Para Trajano, o fim da taxa das blusinhas prejudica diretamente a venda de produtos nacionais e os empregos gerados pelo setor.

Sobre a discussão do fim da escala 6 X 1, o executivo declarou não ser contra o debate em si. “A gente só quer tempo de discutir. Capacidade de colocar o nosso ponto de vista. Para que correr antes de uma eleição? Sem considerar todos os impactos econômicos que isso pode ter para a cadeia inteira”, disse.

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Trajano também mencionou os jogos de apostas on-line. “Eu voltei da África agora. Há um nível de problema de saúde econômica que apostas on-line geraram nos países africanos que vai atingir o Brasil daqui a 2, 3 anos”, afirmou.

As propostas em tramitação no Congresso (fim da escala 6 X 1 e fim da taxa das blusinhas) criticadas por Fred Trajano são defendidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta o 4º mandato à frente do Planalto nas eleições de outubro. O petista tem pressionado no Senado e na Câmara dos Deputados para que as pautas avancem rapidamente.

CRISE NO VAREJO

No discurso, Trajano exibiu fotos de empresários que ajudaram a construir o varejo brasileiro ao longo de décadas. Entre os nomes citados estavam Samuel Klein, fundador das Casas Bahia (que pediu recuperação judicial em 16 de agosto); Abilio Diniz, da família fundadora do GPA (Grupo Pão de Açúcar), que aguarda a homologação do plano de recuperação extrajudicial; Nevaldo Rocha, fundador da Riachuelo/Guararapes; e João Carlos Paes Mendonça, da rede Bompreço.

“A gente tem notícias aí de lojas que muita gente sua tanta a camisa para abrir e da noite para o dia redes históricas estão fechando dezenas, centenas de lojas. E quando você fecha uma loja, não é só a fachada que fecha ou as portas que se fecham. Você fecha as oportunidades de emprego de dezenas de pessoas, de dezenas de entregadores. Você fecha a oportunidade de distribuição de produtos de vários fornecedores que dependem daquela loja. Então, quando você fecha as portas de uma loja, você fecha muito mais do que só aquela loja. Você fecha toda uma cadeia econômica”, afirmou Trajano.

O presidente do Magalu defendeu que o pedido do setor por taxação igualitária das compras internacionais não é um movimento contra a concorrência. “Quando a gente pede para que as compras internacionais sejam taxadas exatamente igual às compras que a gente faz, nós não estamos pedindo para não ter concorrência. Nós estamos pedindo para ter igualdade de condições”, acrescentou.

Ele afirmou que o varejo brasileiro enfrenta uma disputa em condições desiguais com varejistas chineses, uma desvantagem criada, segundo ele, pelo próprio governo federal. E enfatizou a relevância do setor para a economia nacional: “O varejo brasileiro precisa ser mais valorizado porque eu não consigo imaginar uma sociedade e uma economia sem essa força propulsora que é o varejo”.

Disclaimer: o CEO do Magalu, Frederico Trajano, é acionista minoritário do jornal digital Poder360.

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