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Endividamento das famílias em agosto fica em 82,0%, igual a julho

Endividamento das famílias em agosto fica em 82,0%, igual a julho
O percentual de famílias que se consideram muito endividadas subiu de 17,1% para 17,4% em 1 mês, diz CNC. Leia no Poder360.

O endividamento das famílias brasileiras se manteve em 82,0% em agosto de 2026. O valor é o mesmo de julho. Os dados foram publicados nesta 5ª feira (10.set.2026) pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).

O percentual corresponde ao número de famílias que disseram ter dívidas a vencer com cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa.

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O percentual de famílias que se consideram muito endividadas subiu de 17,1% em julho para 17,4% em agosto. Já o total das que se consideram pouco endividadas caiu de 35,0% para 34,9% no mesmo período.

A proporção de lares com contas em atraso subiu de 29,8% para 29,9% na comparação de julho com agosto.

Outro fator desfavorável foi o tempo médio de atraso, que avançou de uma média de 64,6 dias em julho para 65,0 dias em agosto. Segundo a CNC, esta evolução se dá principalmente no período de 30 a 90 dias de atraso, que representou 29,1% do total, o maior percentual desde agosto de 2025, quando foi de 29,2%.

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Além disso, o percentual de consumidores com mais da metade dos rendimentos mensais destinados ao pagamento de dívidas subiu de 19,0% em julho para 19,2% em agosto. Mesmo assim, o percentual médio de comprometimento da renda com dívidas permaneceu em 29,5% no mês passado.

A CNC afirmou que os resultados de agosto mostraram as famílias com menor controle sobre suas contas, mesmo com maior prazo para pagamento. “As dívidas, representando um maior percentual da renda, dificultam o pagamento, aumentando o tempo de atraso e impactando a inadimplência”, disse a confederação.

As projeções da CNC indicam uma elevação das contas em atraso no próximo trimestre, acompanhada pela redução gradual do endividamento para que as famílias consigam estabilizar seu orçamento.

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