O estoque total das operações de crédito do SFN (Sistema Financeiro Nacional) somou R$ 7,4 trilhões em julho, com alta de 0,3% no mês, segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central nesta 6ª feira (28.ago.2026). Eis a íntegra (PDF-405 kB).
No mês, o crédito para pessoas jurídicas recuou 0,7%, para R$ 2,7 trilhões. Já o crédito para pessoas físicas cresceu 0,8%, totalizando R$ 4,6 trilhões. Em 12 meses, o crédito total aumentou 9,5%, com altas de 7,4% para empresas e de 10,8% para famílias.
Formulário de cadastro alertas grátis do Poder360 concordo com os termos da LGPD. Inscreva-se Inscreva-seO estoque de crédito com recursos livres alcançou R$ 4,2 trilhões em julho, com queda de 0,1% no mês e alta de 7% em 12 meses. No segmento destinado às empresas, o saldo recuou 1,9% no mês, para R$ 1,6 trilhão. Já o crédito livre para pessoas físicas cresceu 1%, para R$ 2,6 trilhões.
publicidade publicidadeAs concessões totais, consideradas as séries sazonalmente ajustadas, ficaram estáveis em julho. Houve queda de 0,3% nas operações com empresas e alta de 0,3% nas operações com famílias.
A taxa média de juros das concessões ficou em 32,1% ao ano em julho, queda de 1,2 ponto percentual no mês e alta de 0,3 ponto percentual em 12 meses. No crédito livre, a taxa média ficou em 47,7% ao ano, recuo de 2 pontos percentuais no mês e alta de 1,8 ponto percentual em 12 meses.
publicidadePara pessoas físicas, a taxa média de juros do crédito livre recuou 3,9 pontos percentuais no mês, para 60% ao ano, mas ainda ficou 1,6 ponto percentual acima do registrado em julho de 2025. Para pessoas jurídicas, a taxa subiu 1,1 ponto percentual no mês, para 25,4% ao ano.
publicidade publicidadeAlém do crédito bancário, o saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro alcançou R$ 21,9 trilhões em julho, o equivalente a 164,9% do PIB. O indicador avançou 0,1% no mês e 11,9% em 12 meses. O resultado mensal foi influenciado pelos aumentos de 0,5% nos títulos públicos, 0,4% nos empréstimos do SFN e 1,3% nos títulos de dívida securitizados, que compensaram o recuo de 2,4% nos empréstimos externos.
O crédito ampliado ao setor não financeiro é um indicador mais abrangente do que o estoque de crédito do SFN, pois considera não apenas os empréstimos e financiamentos concedidos pelos bancos, mas também outras formas de financiamento da economia.
O crédito ampliado às empresas somou R$ 7,2 trilhões em julho, equivalente a 54,4% do PIB, com recuo de 0,3% no mês. Em 12 meses, porém, houve crescimento de 7,1%, impulsionado principalmente pela alta de 15,5% nos títulos de dívida e de 6,9% nos empréstimos do SFN.
INADIMPLÊNCIAA inadimplência da carteira total de crédito do SFN chegou a 4,9% em julho, alta de 0,3 ponto percentual no mês e de 0,9 ponto percentual em 12 meses. Entre as empresas, o índice ficou em 3,3%, enquanto entre as famílias alcançou 5,8%.
publicidadeNo crédito com recursos livres, a inadimplência chegou a 6,4%. O índice foi de 4,2% entre pessoas jurídicas e de 7,8% entre pessoas físicas. Em 12 meses, a inadimplência das empresas aumentou 0,5 ponto percentual, enquanto a das famílias subiu 1,1 ponto percentual.
O endividamento das famílias ficou em 49,8% em junho, estável em relação a maio e 1 ponto percentual acima do registrado 12 meses antes. Já o comprometimento de renda subiu 0,4 ponto percentual no mês e 1,7 ponto percentual em 12 meses, para 28,9%.
Os indicadores de endividamento das famílias e de comprometimento de renda são divulgados pelo Banco Central com defasagem maior em relação aos dados de crédito e inadimplência, os números mais recentes disponibilizados pelo BC são referentes a junho.
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