A diretora-presidente da ABcripto (Associação Brasileira de Criptoeconomia), Julia Rosin, disse nesta 3ª feira (1º.set.2026) que 17 milhões de brasileiros a mais passaram a declarar que sabem o que é um ativo virtual. O dado faz parte de pesquisa realizada pela associação em parceria com o Datafolha feito em maio de 2026.
A afirmação foi feita durante entrevista ao editor sênior do Poder360, Paulo Silva Pinto, no Zetta Summit 2026, em Brasília.
publicidade?Quando a gente faz aquela pergunta: ?Você sabe o que é um ativo virtual??, a gente teve uma diferença de aumento de 17 milhões de pessoas. Então, 17 milhões de pessoas a mais sabem o que é um ativo virtual hoje?, afirmou.
publicidade publicidade Formulário de cadastro alertas grátis do Poder360 concordo com os termos da LGPD. Inscreva-se Inscreva-seSegundo Rosin, o levantamento também indica crescimento no número de brasileiros que usam ativos virtuais. A estimativa passou de cerca de 25 milhões em 2025 para 29 milhões em 2026.
Para Rosin, o avanço está relacionado à maior presença do tema no debate público, à entrada de novas corretoras no país e à oferta de criptoativos por instituições financeiras tradicionais.
A executiva também relacionou a expansão ao processo de regulamentação do setor. Segundo ela, a definição de regras tende a aumentar a confiança dos investidores e dificultar a atuação de empresas que utilizem o mercado para fins ilícitos.
publicidade?Os próximos anos são realmente de consolidação e de ampliação da oferta de produtos e de acesso?, disse.
REGULAMENTAÇÃOO mercado brasileiro de ativos virtuais passa por um processo de regulamentação. O Banco Central é responsável pelas regras aplicáveis às prestadoras de serviços com ativos virtuais que não sejam classificados como valores mobiliários. Os ativos enquadrados nessa categoria ficam sob a esfera da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
Segundo Rosin, o início do processo de autorização das empresas representa uma etapa de ?amadurecimento institucional? do setor.
Ela afirmou que a maior supervisão pode ajudar a retirar do mercado empresas que não cumpram as regras e tornar mais custosa a utilização de criptoativos para atividades ilícitas.
BRASIL É 5º EM USUÁRIOSRosin afirmou que o Brasil tem a 5ª maior população de usuários de criptoativos do mundo e também se destaca na regulamentação do setor.
Segundo ela, as discussões sobre regras e licenciamento começaram no país antes de mercados como Argentina e Estados Unidos.
?O mercado de ativos virtuais no Brasil não é só expressivo em termos de volume, mas também vem liderando essas discussões regulatórias?, declarou.
Para Rosin, a combinação entre aumento do número de usuários, maior oferta de produtos e avanço das regras deve sustentar a expansão do mercado brasileiro de criptoativos nos próximos anos.
ZETTA SUMMITO Zetta Summit está em sua 1ª edição. Reúne CEOs, executivos C-Level, autoridades, reguladores, formuladores de políticas públicas, investidores, empreendedores e especialistas para debater os desafios e as oportunidades que moldarão a próxima década da inovação financeira no Brasil.
Conta com convidados como Roberto Campos Neto, ex-presidente do BC, Ailton de Aquino, diretor do BC, Rogério Ceron, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, e Guilherme Mello, secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento.
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