Luiz Carlos Barreto, um dos principais produtores e cineastas do Brasil, morreu nesta 4ª feira (22.jul.2026), aos 98 anos, no Rio de Janeiro. Estava internado desde 2ª feira (20.jul.2026) no Hospital Copa Star, em Copacabana, para tratar uma infecção pulmonar decorrente de pneumonia. Barreto estava com a saúde debilitada desde março de 2024, quando sofreu um acidente em sua cidade natal, Sobral (CE).
O velório será realizado na 5ª feira (23.jul.2026), às 11h, no Palácio da Cidade, em Botafogo. O corpo será cremado depois da cerimônia. Barreto foi casado com a produtora Lucy Barreto e deixa 2 filhos —Paula, produtora, e Bruno, cineasta—, além de netos.
publicidade publicidade Formulário de cadastro alertas grátis do Poder360 concordo com os termos da LGPD. Inscreva-se Inscreva-se publicidade LUTO DE 3 DIASO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decretou luto oficial de 3 dias no país em homenagem ao cineasta.
publicidadeLula publicou uma nota no X sobre a trajetória de Barreto. “Seu amor pelo Brasil, seu talento e, sobretudo, seu espírito inquieto o transformaram no mais importante produtor do cinema nacional nos últimos cinquenta anos”, afirmou. “À sua esposa (sic), Lucy, aos seus filhos, Paula e Bruno, e a todos seus familiares, amigos e colegas, eu e Janja deixamos um abraço muito carinhoso.”
CARREIRA NO CINEMANascido em Sobral (CE) em 20 de maio de 1928, Barreto começou a carreira no jornalismo no jornal O Democrata, do Partido Comunista cearense, fechado em 1947. Mudou-se depois para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como fotógrafo da revista O Cruzeiro. Atuou como correspondente na Europa e fotografou personalidades como Frank Sinatra, o ex-presidente cubano Fidel Castro e a atriz Marilyn Monroe.
publicidadeConheceu o diretor Glauber Rocha durante uma viagem à Bahia para as gravações do filme “Barravento” (1962). Na ocasião, auxiliou no processo com uma moviola. Em 1963, trabalhou na fotografia do filme “Vidas Secas“, de Nelson Pereira dos Santos, e fundou a produtora L.C Barreto.
Tornou-se, ao longo das décadas, um dos maiores produtores de filmes do Brasil. Eis alguns títulos produzidos ou viabilizados por Barreto:
“Garrincha, Alegria do Povo” (1962), de Joaquim Pedro de Andrade; “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976), dirigido por Bruno Barreto, seu maior sucesso de público e por mais de 3 décadas a produção brasileira mais vista nos cinemas; “Bye Bye Brasil” (1980), de Cacá Diegues; “Menino do Rio” (1982), de Antônio Calmon; “O Que É Isso, Companheiro?” (1997), de Bruno Barreto; “Lula, o Filho do Brasil” (2009), dirigido por Fábio Barreto.“Dona Flor e Seus Dois Maridos” foi seu maior sucesso de público. Permaneceu por mais de 3 décadas como a produção brasileira mais vista nos cinemas.
No século XXI, produziu “Lula, o Filho do Brasil“, de 2009, dirigido por seu filho Fábio. O filme ganhou críticas de ser “chapa branca” e conseguiu um desempenho moderado de 850 mil espectadores no país, mesmo tendo sido a produção mais cara do cinema nacional na época de seu lançamento (orçada em mais de R$ 17 milhões).
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