O Projeto de Lei 2.637/2026 cria o Sistema Nacional de Hemoterapia Veterinária (Sinvet) para organizar e fiscalizar a coleta, o processamento e a transfusão de sangue em cachorros e gatos em todo o país.
Pela proposta, para doar sangue, os animais deverão ter de 1 a 8 anos, peso adequado e boas condições de saúde. Antes da doação, deverão passar por exames para identificar doenças que possam ser transmitidas pelo sangue, como leishmaniose em cães e leucemia felina em gatos.
Formulário de cadastro alertas grátis do Poder360 concordo com os termos da LGPD. Inscreva-se Inscreva-seO responsável pelo animal também deverá autorizar a doação por escrito.
publicidade publicidade LicençaOs bancos de sangue veterinários precisarão de licença sanitária específica e deverão ter um médico veterinário como responsável técnico.
ProibiçãoO texto proíbe expressamente a venda de sangue animal. Os serviços poderão cobrar só os custos de materiais, exames e serviços técnicos relacionados à doação e à transfusão.
SinvetO Sinvet ficará responsável por fiscalizar os serviços e acompanhar possíveis problemas de saúde após as transfusões. O sistema também deverá registrar a origem do sangue para permitir seu rastreamento.
publicidadeO governo federal coordenará o Sinvet, que poderá firmar acordos e parcerias com entidades públicas e privadas.
Farão parte do sistema:
bancos de sangue e serviços de hemoterapia veterinária; laboratórios responsáveis por exames e controle do sangue; hospitais, clínicas e centros de atendimento veterinário; órgãos de vigilância e fiscalização sanitária; e instituições de ensino e pesquisa em medicina veterinária.O projeto também proíbe a criação de colônias comerciais para explorar animais como doadores de sangue de forma repetitiva.
Risco sanitárioO autor, deputado Delegado Bruno Lima (Podemos-SP), afirma que a falta de uma lei federal gera insegurança jurídica e riscos sanitários.
“Muitos serviços de hemoterapia funcionam de forma irregular e usam métodos inadequados, o que expõe doadores e receptores a contaminações e maus-tratos”, diz o deputado.
PuniçãoQuem descumprir as regras previstas no projeto poderá ser punido com advertência, multa, interdição do estabelecimento ou ainda suspensão e cassação da licença sanitária, além da responsabilização civil, penal e ético profissional.
Próximas etapasA proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Saúde; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Este texto foi publicado originalmente pela Agência Câmara, em 26 de agosto de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.
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