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Lula foi infeliz ao criminalizar ação dos policiais, diz relator da CPI

Lula foi infeliz ao criminalizar ação dos policiais, diz relator da CPI
Senador Alessandro Vieira critica fala do presidente, que chamou operação no Rio de desastrosa e de matança . Leia no Poder360.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado, criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que chamou a ação policial no Rio de Janeiro de “desastrosa” e de “matança”. A operação Contenção, deflagrada em 28 de outubro nos Complexos da Penha e do Alemão, deixou 121 mortos.

“Acho que foi muito infeliz o presidente da República ao criminalizar a ação dos policiais sem nenhuma informação que dê base para isso. Até o momento não tem nenhum dado que aponte para uma ilegalidade”, disse Vieira em entrevista à CNN Brasil, na 3ª feira (4.nov.2025).

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“O presidente Lula se manifestou alinhado com aquilo que a esquerda tradicionalmente faz. Nós sabemos perfeitamente que a direita tem uma preocupação maior com segurança pública, enquanto a esquerda se concentra mais em questões de redução de desigualdade”, afirmou o relator da CPI. “Criminalizar antecipadamente a polícia é tão equivocado quanto assinalar que qualquer um que está lá na comunidade é criminoso”, acrescentou.

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Na 3ª feira (4.nov), Lula disse a jornalistas que o governo deve enviar legistas da PF (Polícia Federal) para participar das investigações sobre as circunstâncias das mortes. A medida já havia sido anunciada pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, em 30 de outubro.

“Vamos ver se a gente consegue fazer essa investigação porque a decisão do juiz era uma ordem de prisão, não tinha uma ordem de matança e houve a matança. Acho bom especificar em que condições se deu”, afirmou Lula.

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Vieira também disse à CNN que a operação, que mobilizou cerca de 2.500 agentes para cumprir centenas de mandados de prisão e de busca e apreensão, foi “extremamente violenta, de confronto em uma área muito difícil”.

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“Todos os envolvidos na operação seguramente sabiam que o resultado seria nessa linha porque foi uma escolha de uma ação de confronto. O que falta como informação é que o governo do Rio de Janeiro e os técnicos das secretarias nos informe qual é o passo seguinte. O confronto em si não pode ser o objetivo da ação”, afirmou.

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