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Xiaomi corta empregos após queda de lucro e de receita no 1º tri

Xiaomi corta empregos após queda de lucro e de receita no 1º tri
Demissões afetaram equipes de smartphones, automóveis e operações internacionais meta é cortar 30% dos cargos. Leia no Poder360.

A Xiaomi vem cortando empregos em diversas unidades de negócios desde março, em uma tentativa da empresa chinesa de tecnologia de conter custos depois de uma forte queda nos lucros, segundo fontes internas da companhia.

As demissões afetaram equipes de smartphones, automóveis, serviços de internet e operações internacionais, abrangendo funções em pesquisa e desenvolvimento, testes, gestão de produtos e marketing, disseram as fontes.

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As reduções são realizadas depois de 2 anos de contratações aceleradas e se dão em um momento em que a Xiaomi enfrenta o aumento dos custos de componentes, vendas de veículos elétricos abaixo do esperado e uma forte queda em suas ações listadas em Hong Kong.

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A Xiaomi disse à Caixin que está realizando ajustes normais em suas equipes de negócios e declarou que não está promovendo demissões em larga escala.

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O escopo e os critérios dos cortes variam de acordo com o departamento. Um funcionário baseado em Pequim disse que sua unidade foi instruída a cortar custos com mão de obra em cerca de 20%, com os gerentes focando em funcionários mais antigos e com salários mais altos que trabalham em projetos com menores taxas de sucesso.

O objetivo, segundo o funcionário, era atingir as metas de custos sem interromper materialmente as operações principais.

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Em Nanquim, um funcionário relatou que seu departamento havia encolhido de mais de 40 para pouco mais de 10 pessoas. Os cortes afetaram funcionários de todos os níveis hierárquicos, desde recém-formados até chefes de departamento, afirmou ele.

Um gerente de nível médio da Xiaomi disse que a gerência solicitou às equipes, em 23 de abril, que enviassem listas de demissões, com a meta inicial de cortar cerca de 30% do quadro de funcionários. Essa meta não foi totalmente atingida, disse.

Segundo um funcionário, a equipe de recursos humanos ofereceu a alguns dos afetados duas opções de saída: demissão imediata com indenização legal mais um mês de salário ou demissão um mês depois, recebendo apenas a indenização legal. Os funcionários puderam usar o restante de suas férias e dias de folga compensatória antes de sair.

Os cortes desfizeram parcialmente a recente onda de contratações da Xiaomi. Alguns departamentos se expandiram no ano passado com a contratação de terceirizados e recém-formados, disseram fontes internas.

Os terceirizados foram em grande parte dispensados e mais da metade dos recém-formados contratados em 2025 em uma divisão de Nanquim foram demitidos, afirmou um funcionário.

As demissões não foram uniformes. Funcionários de 2 departamentos funcionais da empresa disseram que suas equipes não sofreram cortes de vagas. Um recém-formado afirmou que a Xiaomi ainda oferece aos novos contratados universitários um período de proteção de desempenho de 1 ano e designa mentores de negócios, embora a carga de trabalho continue pesada.

O número de funcionários da Xiaomi cresceu rapidamente nos últimos anos. A empresa tinha 56.531 funcionários no final de 2025, um aumento de 21,8% em relação ao ano anterior, de acordo com seu relatório anual. Sua força de trabalho havia crescido 32,2% em 2024, passando de 35.116 funcionários em 2023.

Os funcionários rejeitaram as especulações de que a inteligência artificial estaria motivando as demissões. Um trabalhador de Pequim disse que a Xiaomi já havia tentado padronizar fluxos de trabalho e habilidades dos funcionários para a integração da IA, mas o esforço foi interrompido depois que a empresa descobriu que a tecnologia não conseguia substituir completamente as pessoas em algumas funções de negócios.

Outro funcionário disse que a gerência havia incentivado a equipe a usar ferramentas de IA, mas posteriormente restringiu o acesso a modelos de linguagem complexos e caros, como o Claude da Anthropic, e limitou o uso de tokens a partir de maio, restringindo sua adoção.

O corte de custos se dá depois da Xiaomi divulgar resultados mais fracos no 1º trimestre. A receita caiu 10,9% em relação ao ano anterior, para 99,1 bilhões de yuans (US$ 14,6 bilhões), enquanto o lucro líquido ajustado caiu 43,1%, para 6,1 bilhões de yuans.

As receitas com smartphones e grandes eletrodomésticos registraram quedas de 2 dígitos, pressionadas por custos mais altos de armazenamento, vendas decepcionantes de veículos elétricos e aumento nos investimentos em IA.

Os investidores já desvalorizaram as ações. As ações da Xiaomi caíram quase 60% desde que atingiram quase HK$ 60 (US$ 7,7) depois do lançamento de um produto no final de setembro, eliminando quase HK$ 900 bilhões em valor de mercado.

O JPMorgan afirmou que as ações parecem estar próximas de um piso, mas podem não encontrar um catalisador até que os preços dos chips de memória se estabilizem ou a Xiaomi avance nos mercados de veículos elétricos no exterior.

Esta reportagem foi originalmente publicada em inglês pela Caixin Global em 10.jul.2026. Foi traduzida e republicada pelo Poder360 sob acordo mútuo de compartilhamento de conteúdo.

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