Resumido por Omeloton IA:
A Universidade de São Paulo (USP) está desenvolvendo um mapa isotópico (isoscape) da madeira de árvores amazônicas para combater a extração e o comércio ilegal de madeira. O método analisa a razão entre isótopos estáveis de elementos como oxigênio, carbono, nitrogênio e estrôncio na celulose da madeira, criando uma impressão digital química que permite identificar a região de origem do material de forma inviolável, já que a composição isotópica não pode ser falsificada.
Coordenado pelo professor Luiz Antonio Martinelli (Cena-USP), o projeto já coletou 800 árvores em 63 locais da Amazônia e busca fornecer à Polícia Federal uma ferramenta para verificar se a procedência declarada no Documento de Origem Florestal (DOF) é verdadeira.
Atualmente o modelo consegue excluir 80% da área florestal, e os pesquisadores trabalham para ampliar o número de amostras e incluir novos elementos químicos (elementalscape) a fim de refinar a precisão do método.