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Ferroviários de SP aprovam greve nas linhas 11, 12 e 13 da CPTM

Ferroviários de SP aprovam greve nas linhas 11, 12 e 13 da CPTM
Paralisação começa à 0h01 de 3ª feira 4.ago.2026 categoria cobra garantia de emprego para cerca de 500 trabalhadores. Leia no Poder360.

Os trabalhadores das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), em São Paulo, aprovaram nesta 2ª feira (3.ago.2026) uma greve por tempo indeterminado. A paralisação está marcada para começar à 0h01 de 3ª feira (4.ago).

A decisão foi tomada em assembleia do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil. A categoria cobra garantias de emprego durante a transição na operação dos ramais. Em postagem no Instagram, os sindicalistas afirmaram que tiveram uma reunião com o governo do Estado nesta tarde.

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A CPTM reassumiu temporariamente as linhas por 90 dias depois de falhas graves e de um incêndio de um vagão durante os primeiros dias da gestão da concessionária Trivia Trens. O sindicato afirma haver risco de demissão de cerca de 500 trabalhadores.

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Entre as reivindicações estão a manutenção dos postos de trabalho, a retomada permanente da gestão pública das linhas e o apoio ao PL 730/2025, que trata da absorção de trabalhadores da linha privatizada por órgãos do Estado.

As linhas 11, 12 e 13 atendem principalmente a Zona Leste de São Paulo e municípios da Região Metropolitana. Os ramais tiveram interrupções nas últimas semanas por problemas técnicos, incluindo falhas no sistema elétrico e incêndios.

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Ao Poder360, o Governo de São Paulo lamentou a decisão da greve e disse que a paralisação não contribui à negociação. Disse também que o Tribunal Regional do Trabalho determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, foi fixada uma multa diária de R$ 400 mil ao sindicato.

Eis a íntegra:

“A CPTM e o Governo do Estado de São Paulo lamentam a decisão do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil —representante dos trabalhadores das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade— de manter a paralisação anunciada para esta terça-feira (04/08), mesmo após a apresentação de compromissos concretos e da disposição expressa da gestão estadual para avançar nas negociações.

“Na reunião realizada nesta segunda-feira (3), entre representantes do Governo e do sindicato, o Estado reiterou o compromisso com a preservação dos postos de trabalho e com a análise de projetos de lei de interesse da categoria, como a absorção dos empregados por outros órgãos públicos estaduais, a discussão sobre incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM, e a inclusão dos trabalhadores no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), sistema de assistência à saúde destinado aos servidores públicos do Estado.

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“A paralisação não contribui para a negociação e seu único efeito será o de prejudicar milhares de trabalhadores, estudantes e passageiros que dependem diariamente do transporte ferroviário. É inaceitável que a categoria use a população como instrumento de pressão política.

“Diante disso, a CPTM recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, o TRT fixou uma multa diária de R$ 400 mil ao sindicato.

“As Linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda, que são concedidas, e a 10-Turquesa estarão em operação regular, bem como todo o sistema metroviário, incluindo as linhas administradas pelo Metrô e pelas concessionárias. Para as demais linhas da CPTM, o plano de contingência já foi acionado com o objetivo de reduzir os impactos aos passageiros.”

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