A oposição no Congresso Nacional moveu uma ofensiva contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, nesta terça-feira (1º), pedindo sua exoneração imediata ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após o Estadão revelar diálogos que sugerem relação de proximidade pessoal entre Gonet e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
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Paulo Gonet Foto: Fellipe Sampaio /STF
Além do ofício enviado à Presidência da República, os parlamentares apresentaram uma notícia-crime ao vice-procurador Hindemburgo Chateaubriand, solicitando investigação das condutas de Gonet, e protocolaram pedidos de impeachment do chefe da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Quem lidera a ofensivaA ação foi encabeçada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, ao lado dos deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Cabo Gilberto (PL-PB), líder da oposição na Câmara.
Os parlamentares sustentam que Gonet praticou crime de responsabilidade e crimes previstos no Código Penal. O argumento central é que ele deveria ter se declarado impedido ou suspeito em decisões envolvendo o Master, dado o vínculo que supostamente mantinha com Vorcaro.
No ofício enviado a Lula, os políticos afirmam que “a proximidade não era apenas institucional. Tratava-se de uma relação pessoal que foge de qualquer critério moral razoável que deva existir entre uma autoridade da República e qualquer ator privado”. O documento pede a “exoneração de ofício” de Gonet.
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Van Hattem foi além na crítica: “Paulo Gonet não pode mais continuar à frente da PGR. Sua permanência no cargo é insustentável. Ninguém pode estar acima da lei, muito menos quem tem o dever de fazê-la cumprir.”
As mensagens que motivaram a ofensivaO Estadão revelou diálogos que expõem contatos telefônicos e trocas de mensagens entre Vorcaro e Gonet, intermediados pelo advogado Ciro Soares, que atuava como emissário nas conversas entre os dois.
PublicidadeNos registros, o chefe da PGR diz sentir saudades de Vorcaro e o chama de “máquina”, além de ter aceitado convite para uma degustação de uísque em Londres e pedido que seu filho também fosse convidado ao evento. As mensagens foram recuperadas pela Polícia Federal no celular do banqueiro durante investigação que apura crimes cometidos por ele.
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PublicidadeO caso tramita no Supremo Tribunal Federal sob a relatoria do ministro André Mendonça, que nesta terça-feira (1º) derrubou o sigilo de um relatório de investigação. Procurada, a PGR informou que não comenta investigação sigilosa.
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