Resumido por Omeloton IA:
A imagem criada por inteligência artificial não se baseia no mundo visível, mas em uma memória coletiva humana. Essa ruptura, que ocorreu com a fotografia no século XIX, liberou a arte de pintar o que se via, abrindo caminho para movimentos modernos e contemporâneos.
A fotografia, no entanto, foi profundamente transformada pela popularização do celular, que transformou a captura de momentos em um ato banal. O surgimento de ferramentas como o Photoshop, filtros e deepfake, além da inteligência artificial generativa, representam uma ruptura tectônica na fotografia.
A imagem, antes um registro do mundo real, agora é criada a partir do zero, sem conexão com um momento histórico real. Essa nova realidade nos coloca diante de um novo contrato com a incerteza, onde quem controla os modelos que criam as imagens controla a memória coletiva que os alimenta.