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Justiça dos EUA rejeita processo de Trump contra Wall Street Journal sobre carta para Epstein G1

Justiça dos EUA rejeita processo de Trump contra Wall Street Journal sobre carta para Epstein G1
Ação envolvia reportagem que revelou uma carta com conteúdo sugestivo e o nome do republicano encontrada em um álbum de aniversário de Jeffrey Epstein.
1 de 3 Presidente dos EUA, Donald Trump, durante comício na Flórida — Foto: Umit Bektas/Reuters

Presidente dos EUA, Donald Trump, durante comício na Flórida — Foto: Umit Bektas/Reuters

Um juiz federal rejeitou o processo bilionário movido pelo presidente Donald Trump contra o jornal The Wall Street Journal e o magnata da mídia Rupert Murdoch, referente a uma reportagem sobre os laços do republicano com Jeffrey Epstein.

O juiz distrital Darrin Gayles, em Miami, arquivou neste sábado (31) o processo em caráter definitivo, decidindo que o presidente não provou que os réus fizeram declarações difamatórias com dolo.

A decisão judicial afirmou que o processo estava "se agarrando a qualquer coisa" ao tentar "fabricar" falhas no jornalismo investigativo.

Quando um caso é arquivado em caráter definitivo na Justiça americana, ele não pode ser reapresentado, tornando a decisão permanente e incontestável. 2 de 3 Imagem do site do 'Wall Street Journal' mostra carta de Epstein a outro agressor sexual que cita Trump — Foto: Reprodução/WSJ

Imagem do site do 'Wall Street Journal' mostra carta de Epstein a outro agressor sexual que cita Trump — Foto: Reprodução/WSJ

3 de 3 Jeffrey Epstein e Donald Trump (na foto de 1997) foram amigos por anos, embora o presidente dos EUA diga que rompeu com ele no início dos anos 2000. — Foto: Getty Images via BBC

Jeffrey Epstein e Donald Trump (na foto de 1997) foram amigos por anos, embora o presidente dos EUA diga que rompeu com ele no início dos anos 2000. — Foto: Getty Images via BBC

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O processo judicial foi motivado por uma reportagem publicada pelo jornal no ano passado, que descrevia uma carta com conteúdo sexualmente sugestivo. Segundo a publicação, a mensagem continha o nome de Trump e estava incluída em um álbum de 2003, compilado para o 50º aniversário de Epstein.

A carta teria sido guardada pela socialite britânica Ghislaine Maxwell, hoje condenada pela Justiça, como parte de um álbum de aniversário para Epstein, anos antes de sua primeira prisão em 2006 e do subsequente desentendimento com Trump.

A carta com o nome de Trump inclui um texto emoldurado pelo contorno do que parece ser o desenho de uma mulher nua feito à mão e termina com a frase: "Feliz aniversário — e que cada dia seja um novo segredo maravilhoso", segundo o jornal.

Trump negou ter escrito o material e o classificou como "falso, malicioso e difamatório".

O processo, aberto em um tribunal federal em Miami, acusou o jornal e seus repórteres de terem publicado "conscientemente e de forma imprudente" várias "declarações falsas, difamatórias e depreciativas", que, segundo a ação, causaram "danos financeiros e de reputação insuperáveis" ao presidente.

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