Um terremoto de magnitude 5 atingiu a região do Tibete, controlada pela China, nesta quinta-feira, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e o Centro Alemão de Pesquisa em Geociências (GFZ). Até o momento, não há informações sobre vítimas ou danos provocados pelo tremor.
Autonomia, identidade e sucessão do Dalai Lama: Tragédia no Himalaia expõe décadas de disputa entre China e TibeteQuer morar fora? Veja guia interativo que reúne informações sobre 36 paísesQuer mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsAppDe acordo com a rede americana CNN, o terremoto ocorreu a uma profundidade de aproximadamente 10 quilômetros. O USGS localizou o epicentro na Região Autônoma do Tibete, também identificada oficialmente pela China como Xizang, a cerca de 100 quilômetros das fronteiras com Nepal e Índia.
Esforços de resgate em Tibete e Nepal avançam sob risco de novos enchentes e deslizamentos
O terremoto acontece em meio às consequências do trágico deslizamento seguido de inundações castratóficas que atingiram a região há pouco mais de uma semana. O epicentro do tremor, no entanto, não fica próximo da área afetada pela enchente repentina de 26 de agosto, que provocou um rastro de destruição.
Continuar Lendo Uma semana após a tragédia: Cálculo revela que deslizamento no Himalaia liberou energia maior que a da bomba de Hiroshima Inundação no Nepal — Foto: Editoria de Arte / O GloboNesta quinta-feira, o número de mortos pelas inundações chegou a 1.273, incluindo 21 no Tibete. O número de desaparecidos no Nepal continua em 4.216 e as operações de busca e resgate prosseguem, segundo as autoridades. Na China, a imprensa estatal anunciou 541 desaparecidos, o que eleva o total de pessoas não localizadas a 4.757. Quase 600 cidadãos estrangeiros de mais de 30 países continuam desaparecidos.
As agências de ajuda do Nepal afirmaram que cogitam mobilizar carregadores para auxiliar os distritos mais afetados próximos à fronteira com a China.
Ao GLOBO: Estado de corpos levados por enchente de 'densidade maior do que concreto' dificulta identificação, relata nepalêsConsiderados por muito tempo a espinha dorsal das expedições de trekking e montanhismo no Nepal, os carregadores são conhecidos por transportar mochilas pesadas durante dias por trilhas íngremes e em condições difíceis.
— A beleza do seu país é que conta com carregadores. Por isso também precisamos recorrer a meios tão simples para fazer a ajuda chegar o mais rapidamente possível — declarou à imprensa Lila Pieters Yahia, coordenadora residente da ONU para o Nepal, que está em Katmandu.
Soldados do Exército nepalês e equipes de resgate, incluindo especialistas estrangeiros, prosseguiram nesta quinta-feira com a busca por sobreviventes que as autoridades temem que permaneçam presos em vários túneis de centrais hidrelétricas.
Com AFP
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