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Trump compartilha vídeo de IA de ataque à ilha de Kharg Irã nega G1

Trump compartilha vídeo de IA de ataque à ilha de Kharg Irã nega G1
Não há outras evidências de que o centro energético iraniano estivesse sob ataque. A Casa Branca e o Departamento de Defesa dos EUA não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.
1 de 3 Publicação do presidente dos EUA Donald Trump na rede social Truth Social — Foto: Reprodução/Truth Social

Publicação do presidente dos EUA Donald Trump na rede social Truth Social — Foto: Reprodução/Truth Social

O centro energético iraniano da ilha de Kharg está sendo reduzido a escombros, disse o presidente dos EUA, Donald Trump, neste domingo (30), em uma breve publicação nas redes sociais acompanhada de um vídeo gerado por inteligência artificial.

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Não havia evidências de que o centro energético iraniano estivesse sob ataque até a última atualização desta reportagem. A Casa Branca e o Departamento de Defesa dos EUA não responderam imediatamente aos pedidos de comentários da agência de notícias Reuters.

"A ilha de Kharg está sendo reduzida a escombros!!!", disse Trump nas redes sociais, sem dar mais detalhes.

A Reuters confirmou que um vídeo que acompanhava o post, mostrando explosões dramáticas, foi provavelmente gerado por inteligência artificial. A agência de notícias usou um software que detecta imagens manipuladas por IA para analisar o vídeo.

EUA voltam a atacar Irã

Irã nega ataque a Kharg e considera publicação de Trump 'ridícula'

As operações petrolíferas na ilha de Kharg não foram interrompidas, afirmou nesta segunda-feira (31) Hamid Bovard, CEO da Companhia Nacional de Petróleo Iraniana, segundo a agência de notícias Nournews.

Bovard negou que o importante centro petrolífero - responsável por 90% das exportações de petróleo iranianas - estivesse sendo destruído, como alegou Trump. Atacar Kharg prejudicaria gravemente o comércio de energia e exerceria enorme pressão sobre a economia iraniana.

"Os tweets de Trump são ridículos e a situação em Kharg está calma e adequada", disse ele, segundo a Nournews.

O CEO acrescentou que a ilha foi bombardeada repetidamente no passado, mas disse que os trabalhadores não permitiram que as operações parassem "nem por um momento". Bovard afirmou ainda que, atualmente, empreiteiros estão reconstruindo e modernizando os tanques de armazenamento e cais.

2 de 3 Imagem de satélite mostra um terminal de petróleo na Ilha de Kharg, na costa sudoeste do Irã, em 25 de fevereiro de 2026. — Foto: Planet Labs PBC/Handout via REUTERS

Imagem de satélite mostra um terminal de petróleo na Ilha de Kharg, na costa sudoeste do Irã, em 25 de fevereiro de 2026. — Foto: Planet Labs PBC/Handout via REUTERS

Guerra econômica contra o Irã

A retomada das hostilidades ocorreu após semanas em que o governo Trump intensificou os esforços para punir Teerã e seus parceiros comerciais com sanções econômicas, abandonando as opções militares.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse à Reuters no domingo que novas sanções secundárias provavelmente serão anunciadas semanalmente, em um esforço para pressionar o Irã, com foco inicial nos bancos.

"Estamos começando pelos bancos e dizendo a eles que não é aceitável ter dinheiro iraniano e ajudar o regime", disse Bessent em entrevista. 3 de 3 Trump fala com a imprensa na Casa Branca após assinar ordem executiva renomeando o Lago Ontário como Lago América — Foto: Evan Vucci/Reuters

Trump fala com a imprensa na Casa Branca após assinar ordem executiva renomeando o Lago Ontário como Lago América — Foto: Evan Vucci/Reuters

Primeiros ataques militares conhecidos em semanas

Forças dos Estados Unidos atingiram duas plataformas de lançamento de foguetes na ilha de Larak, no Irã, neste domingo (30), no primeiro ataque dos EUA contra o Irã desde o fim de julho.

A pequena ilha no Estreito de Ormuz, perto do porto estratégico de Bandar Abbas, tem vista para as rotas de navegação na entrada do Golfo, o que lhe confere um papel fundamenta na segurança marítima e no fornecimento global de energia.

Em comunicado, o Comando Central dos EUA afirmou ter tomado atacado alvos da Guarda Revolucionária do Irã para evitar que novas minas navais fossem instaladas no Estreito de Ormuz.

👉 Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que todas as minas haviam sido detonadas ou removidas das águas internacionais do estreito e que o Irã havia sido avisado de que qualquer embarcação que colocasse novas minas seria destruída.

Em retaliação, o Irã lançou mísseis balísticos contra a Jordânia, em direção a duas bases americanas. As forças armadas da Jordânia interceptaram oito mísseis que entraram em seu espaço aéreo, informou a televisão estatal.

Navegação no Estreito de Ormuz

Em meio às ameaças à navegação, o número de navios mercantes visíveis transitando pelo Estreito de Ormuz caiu para cinco por dia durante o fim de semana, segundo dados do setor.

O número real pode ser maior, já que algumas embarcações desligaram seus sistemas de identificação automática para evitar ataques.

Embora Trump tenha afirmado repetidamente que o Estreito de Ormuz está aberto, a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã classificou essas declarações como "uma mentira óbvia", reiterando que o estreito permanece fechado para navios sem a permissão iraniana.

Antes de ser bloqueada durante os seis meses da guerra com o Irã, a hidrovia transportava quase um quinto das remessas globais de petróleo bruto e gás natural liquefeito.

O Irã é o terceiro maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo.

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