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Governo Lula condena ataque dos EUA e de Israel ao Irã

Governo Lula condena ataque dos EUA e de Israel ao Irã
Brasil pede respeito ao Direito Internacional

O governo brasileiro condenou neste sábado o ataque coordenado por Estados Unidos e Israel contra o Irã, que lançou mísseis e drones contra território israelense e bases americanas em outros países da região. Em um comunicado, o Itamaraty classificou a ofensiva como fator de agravamento da instabilidade no Oriente Médio e de risco à paz regional. Diversos líderes e autoridades reagiram às ações, que elevaram a tensão no Oriente Médio e provocaram alertas internacionais sobre o risco de uma escalada regional.

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"Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região", diz a nota. "O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil".

As embaixadas do Brasil na região acompanham os desdobramentos das ações militares, com particular atenção às necessidades das comunidades brasileiras nos países afetados. A recomendação do Ministério das Relações Exteriores é para que os brasileiros estejam atentos às orientações de segurança das autoridades locais nos países onde morem ou se encontrem.

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A ação militar, anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, foi descrita por Washington como uma operação de grande envergadura destinada a atingir as Forças Armadas iranianas, o programa nuclear do país e estruturas estratégicas do regime. Batizada de “Operação Fúria Épica”, a ofensiva contou também com a participação de Israel, que afirmou ter bombardeado alvos militares no oeste iraniano.

Explosões foram registradas em diversas cidades, incluindo Teerã, Tabriz, Kermanshah e Isfahã, onde está localizada uma das principais instalações nucleares do país. Na capital iraniana, um dos alvos atingidos foi o gabinete do presidente Masoud Pezeshkian, que não teria se ferido. Relatos indicam ainda explosões nas proximidades da residência oficial do aiatolá Ali Khamenei. Fontes iranianas afirmaram que comandantes militares e integrantes do governo morreram nos ataques.

Leia mais: A íntegra do discurso em que Donald Trump anuncia ataque

No pronunciamento em que anunciou a operação, Trump afirmou que o Irã “nunca poderá ter uma arma nuclear” e declarou que os Estados Unidos pretendem eliminar capacidades militares estratégicas do país. O presidente americano disse ter oferecido “imunidade total” a militares iranianos que se rendessem e advertiu que os que resistirem enfrentariam “a morte certa”.

O Irã classificou a ofensiva como uma violação de sua soberania e da Carta das Nações Unidas e confirmou o início de retaliações. A Guarda Revolucionária disparou mísseis e drones contra Israel e contra bases militares americanas em países da região, com registros de impactos na Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos e Kuwait.

No Bahrein, fontes locais relataram que instalações da Quinta Frota dos EUA foram atingidas. Em Israel, sirenes soaram em cidades como Jerusalém e Tel Aviv, e as autoridades alertaram a população para buscar abrigo.

A escalada ocorre em um momento de forte tensão no Oriente Médio e amplia o risco de envolvimento de outros países da região no conflito.

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