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Em telefonema, Lula e presidente da Colômbia elogiam libertação de presos políticos na Venezuela

Em telefonema, Lula e presidente da Colômbia elogiam libertação de presos políticos na Venezuela
Conversa ocorre um dia após telefonema entre Gustavo Petro e o presidente dos EUA, Donald Trump

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, telefonou na tarde desta quinta-feira ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dois líderes de esquerda discutiram a situação na Venezuela após uma operação militar dos Estados Unidos ter capturado o então presidente do país Nicolás Maduro. Na conversa, ambos saudaram o anúncio feito na tarde desta quinta-feira pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez Gómez, irmão da presidente interina do país, Delcy Rodríguez, de libertar presos políticos nacionais e estrangeiros.

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Comunicado divulgado pelo Palácio do Planalto afirma que os dois presidentes "manifestaram grande preocupação com o uso da força contra um país sul-americano, em violação ao direito internacional, à Carta das Nações Unidas e à soberania da Venezuela".

Os dois líderes também "destacaram que tais ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional", diz o texto.

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Lula e Petro "concordaram que a situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano". Após capturar Maduro e encaminhá-lo preso para Nova York para ser julgado por supostamente fazer parte de uma associação criminosa que promove o narcotráfico, o governo dos Estados Unidos reconheceu a legitimidade de Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela. Delcy é aliada de longa data do regime chavista-madurista e era vice-presidente de Nicolás Maduro.

"O presidente Lula informou que, a pedido da Venezuela, está enviando 40 toneladas de insumos e medicamentos, de um total de 300 toneladas já arrecadadas, para reabastecer o estoque de produtos e soluções para diálise que estavam em um centro de abastecimento atingido pelos bombardeios do último dia 3 de janeiro", diz o comunicado do governo Lula.

Maduro é levado para audiência de custódia, no Tribunal Federal de Nova York

1 de 6 Nicolás Maduro é levado para audiência de custódia, no Tribunal Federal de Nova York — Foto: Vincent Alban/The New York Times

2 de 6 Maduro é transferido para tribunal em NY — Foto: Vincent Alban/The New York Times

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3 de 6 Nicolás Maduro é levado para audiência de custódia, no Tribunal Federal de Nova York — Foto: Vincent Alban/The New York Times

4 de 6 O tribunal dos Estados Unidos onde o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a primeira-dama, Cilia Flores, vão responder a acusações. — Foto: Michael M. Santiago / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

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5 de 6 Agentes de segurança fazem a guarda do lado de fora do tribunal em Nova York. — Foto: Bryan R. SMITH / AFP

6 de 6 Movimentação em frente ao tribunal, em Nova York — Foto: TIMOTHY A. CLARY / AFP

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O texto diz, ainda, que Brasil e Colômbia "reafirmaram sua intenção de seguir cooperando em prol da paz e da estabilidade na Venezuela" e ressalta "os importantes contingentes de migrantes venezuelanos que (os dois países) têm acolhido nos últimos anos".

O telefonema entre Lula e Petro ocorre um dia após o presidente colombiano ter conversado também com Donald Trump e distensionado a situação entre o país caribenho e os Estados Unidos.

No telefonema, Petro aceitou um convite de Trump para uma reunião em Washington. Nesta quinta-feira, o ministro do Interior colombiano, Armando Benedetti, disse que Petro e Trump concordaram em realizar ações conjuntas contra o Exército de Libertação Nacional (ELN), a principal guerrilha ainda em atividade na Colômbia, com atuação marcante na fronteira com a Venezuela.

Benedetti afirmou que Petro pediu a Trump "ajuda para atingir duramente o ELN na fronteira" com a Venezuela. Segundo o ministro colombiano, os guerrilheiros "sempre terminavam na Venezuela" após confrontos com a força pública colombiana.

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