oMelhor.Net

Alvos atacados, impactos no Estreito de Ormuz e o cerco a Khamenei: Infográficos mostram raio-x da guerra no Oriente Médio

Alvos atacados, impactos no Estreito de Ormuz e o cerco a Khamenei: Infográficos mostram raio-x da guerra no Oriente Médio
Ataques do Hezbollah, drones iranianos no Mediterrâneo e bombardeios em múltiplos países mostram a escalada do conflito além do Irã

O terceiro dia da guerra entre EUA, Israel e Irã se intensificou e ultrapassou o Oriente Médio. O Hezbollah rompeu a trégua e atacou Israel a partir do Líbano; Israel respondeu com bombardeios no norte libanês, atingindo mais de 70 alvos e confirmando a morte do chefe de inteligência do grupo. O conflito chegou à Europa após drones iranianos atacarem a base britânica de Akrotiri, no Chipre. O Irã também atingiu alvos na Arábia Saudita, Bahrein, Jordânia, Kuwait (embaixada dos EUA), Omã (ataque a petroleiro com uma morte) e Catar, que afirmou ter abatido dois bombardeiros iranianos.

'Surpresa tática': Infográficos mostram passo a passo da missão que matou o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em plena luz do diaQuem deve substituir o líder? Conheça os cotados a assumir o controle do Irã após morte de aiatolá

A Guarda Revolucionária disse ter atacado 500 alvos, incluindo o gabinete do premier Benjamin Netanyahu (não confirmado por Israel). EUA registram seis mortos; Israel, dez, e centenas de feridos; e o Irã contabiliza 555 mortes e 747 feridos, segundo o Crescente Vermelho.

Os efeitos no Estreito de Ormuz

O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã no último sábado (28/02), por motivos de segurança, fez o barril do petróleo tipo Brent, referência internacional, subir até 13%. A região é responsável pelo fluxo de cerca de 20% do consumo global de petróleo, incluindo a produção de Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait e Irã. Pelo estreito também passam grandes volumes de Gás Natural Liquefeito (GNL). O Catar, que responde por 19% da oferta mundial do insumo, teve suas operações suspensas, o que elevou os preços em 45%.

Pelo menos 150 petroleiros, com navios de petróleo bruto e de gás natural liquefeito (GNL), ficaram parados em mar aberto, enquanto outras dezenas esperavam na outra extremidade do estreito, segundo estimativas da agência de notícias Reuters, com base em dados de navegação da plataforma MarineTraffic. Veja abaixo o mapa com os navios na região:

Como foi o ataque avassalador contra Khamenei

Há meses, as inteligências americana e israelense monitoravam de perto os passos do aiatolá Ali Khamenei. A informação de que ele participaria de uma reunião de alto nível com lideranças do regime, na manhã de sábado (28/02), em um complexo oficial em Teerã, levou os aliados a ajustarem e anteciparem os planos que mantinham em sigilo. O ataque, realizado em plena luz do dia, pegou o Irã de surpresa e criou o que analistas classificaram como uma "surpresa tática", um fator decisivo para o êxito da operação.

Às 6h da manhã em Israel (1h em Brasília), jatos de combate decolaram armados com munições de longo alcance e alta precisão. De acordo com fontes ouvidas pelo jornal americano The Wall Street Journal, os ataques israelenses concentraram-se em autoridades de alto escalão e na infraestrutura de mísseis do Irã. Já os EUA focaram seus disparos em alvos militares e na estrutura de mísseis iraniana.

Por volta das 9h40 em Teerã (2h40 em Brasília), mísseis de longo alcance atingiram o complexo onde ocorria a reunião. No momento do impacto, altos funcionários da segurança do regime estavam em um edifício, enquanto Khamenei se encontrava em outro.

Apuração: Kathlen Barbosa / Produção: Vinícius Machado

Mais recente Próxima Guerra no Oriente Médio: entenda como problema de munição pode limitar opções de EUA, Israel e Irã INSCREVA-SE NA NEWSLETTER Guga Chacra Análises dos grandes acontecimentos internacionais Inscrever Ali Khamenei Benjamin Netanyahu Donald Trump Estados Unidos Irã IsraelTodo conteúdo