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De La Niña fraco a El Niño extremo: O que mudou nas previsões de 2026 abc+

De La Niña fraco a El Niño extremo: O que mudou nas previsões de 2026 abc+
Modelos climáticos agora apontam alta chance de um evento muito forte no fim de 2026, com efeitos importantes no Brasil

As projeções mais recentes da NOAA indicam que o Pacífico Equatorial Leste segue aquecendo rapidamente e que o El Niño deve continuar se intensificando até o fim deste ano, quando se projeta o pico do evento climático. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou que, neste mês, a agência passou a trabalhar com a possibilidade de um evento muito forte na primavera e no verão de 2026-2027 no Hemisfério Sul.

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De La Niña fraco a El Niño extremo: O que mudou nas previsões de 2026? Foto: ECMWF/MetSul

Além disso, a chance de o fenômeno se tornar o mais forte registrado desde 1950 chegou a 75% no trimestre de outubro a dezembro. Os dados mais recentes mostram anomalias de temperatura da superfície do mar acima de 3°C em parte do Pacífico, sinal de uma atmosfera e oceano cada vez mais alinhados com um El Niño robusto.

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Como as projeções mudaram ao longo do ano

No início de 2026, o cenário ainda era dominado por La Niña e pela expectativa de neutralidade. Em janeiro e fevereiro, a NOAA avaliava uma transição gradual para condições neutras, com incerteza elevada sobre a evolução do Pacífico. Já em março, a agência iniciou a vigilância para El Niño, após sinais de enfraquecimento da La Niña.

A partir de abril e maio, o aquecimento oceânico ganhou força e as chances de formação do fenômeno cresceram rapidamente. Em junho, o El Niño foi oficialmente declarado, e nos meses seguintes os índices Niño 3.4 e Niño 1+2 continuaram subindo, confirmando a intensificação do evento ao longo do segundo semestre.

Por que as previsões mudam

As mudanças nas projeções não significam erro, mas atualização contínua dos modelos climáticos com novas observações do oceano e da atmosfera. No começo do ano, havia menos informação sobre o comportamento futuro do sistema. Com o passar dos meses, os sinais de aquecimento ficaram mais claros e a confiança nos cenários aumentou.

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Por isso, previsões climáticas feitas com muita antecedência devem ser lidas como tendências e probabilidades, não como certezas. A evolução do ENOS depende da interação complexa entre oceano e atmosfera, e esse conjunto pode mudar conforme novas medições entram nos modelos.

O que o El Niño pode causar no Brasil

Segundo o Painel El Niño 2026-2027, divulgado por instituições como Inmet, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o trimestre setembro-outubro-novembro tende a registrar chuva acima da média no Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, e em áreas de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Já Norte, Nordeste e parte do Centro-Sudeste têm maior probabilidade de chuva abaixo da média.

As temperaturas também devem permanecer acima da média na maior parte do país, embora episódios pontuais de frio ainda possam ocorrer. No Centro e no Norte, a combinação entre calor e estiagem aumenta o risco de queimadas, enquanto no Sul cresce a atenção para chuva intensa, cheias e inundações. Ainda assim, os órgãos oficiais reforçam que o acompanhamento deve ser contínuo, já que o El Niño altera probabilidades, mas não determina sozinho cada evento extremo.

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