oMelhor.Net

IPCA-15, prévia da inflação, acelera bem mais do que o esperado em fevereiro

IPCA-15, prévia da inflação, acelera bem mais do que o esperado em fevereiro
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 IPCA-15 , a prévia da inflação do Brasil, foi divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira 27

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a prévia da inflação do Brasil, subiu 0,84% em fevereiro, conforme apontou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (27). O resultado representa uma aceleração em relação a janeiro, quando foi registrado uma alta de 0,20%.

A expectativa mediana de 28 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data era que a alta desacelerasse para 0,56% em fevereiro. As estimativas variavam entre alta de 0,39% e 0,69%. Portanto, a alta foi bem maior do que o esperado.

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 1,04% e, nos últimos 12 meses, de 4,10%, abaixo dos 4,50% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. É válido lembrar que a meta de inflação perseguida pelo Banco Central é de 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que levaria o limite a 4,5%. Assim, em 12 meses, o IPCA-15 está abaixo desse teto.

Diferença do IPCA-15 para o IPCA

Apesar de ser conhecido como "prévia da inflação" por supostamente antecipar o IPCA, o IPCA-15 mede nada mais, nada menos do que a própria inflação mesmo, só que em outro período.

A diferença prática em relação ao IPCA é que a "prévia" mede a inflação dos dias 15 de um mês e outro, enquanto a inflação "oficial" mede a variação do mês início ao fim daquele mês fechado.

Como afeta os juros?

Quando a inflação está muito alta ou acelerando de forma rápida, o instrumento que o Banco Central usa para conter esse avanço é a Selic, a taxa referência para os juros no Brasil. Assim, o BC pode aumentar os juros para encarecer o crédito às empresas e às pessoas e, dessa forma, conter o consumo e frear a inflação.

O mesmo acontece no cenário oposto. Se a alta dos preços está sob controle, a autoridade monetária pode cortar os juros (ou seja, "baratear o dinheiro") para incentivar que as empresas e as pessoas voltem a gastar sem que isso comprometa o bolso delas. Portanto, é um estímulo para a economia aquecer.

Atualmente, o Banco Central manteve a Selic em 15% ao ano, mas já deixou praticamente antecipado que os cortes começam a acontecer em março. Não se sabe, contudo, qual será a magnitude da queda.

Portanto, os investidores monitoram a composição do IPCA-15, à procura de evidências de que a inflação de itens mais resistentes ao ciclo de alta de juros melhorou para decidir o tamanho e a intensidade da queda da Selic.

Quer fazer melhores escolhas de investimentos?

O Valor One é a plataforma completa do Valor que reúne, em um só lugar, ferramentas de análise, painéis de fundos, cotações de ações, indicadores fundamentalistas, recomendações de analistas certificados, cursos e um consolidador de carteira inteligente. Com a credibilidade de quem é referência em economia e finanças no Brasil, o Valor One oferece uma versão gratuita e planos com recursos avançados para você investir melhor. Conheça agora o Valor One e comece a usar gratuitamente.

Mais recente Próxima Setor público consolidado tem superávit primário de R$ 103,7 bilhões em janeiroTodo conteúdo