A condenação de Duane “Keffe D” Davis, apontado como o responsável por orquestrar o assassinato de Tupac Shakur, voltou a colocar o rapper no centro dos holofotes quase três décadas depois de sua morte. Considerado um dos maiores nomes da história do hip-hop, Pac viveu uma trajetória que misturou música, cinema, ativismo, romances famosos e muitas polêmicas.
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Muito antes de se tornar uma lenda, porém, Tupac Amaru Shakur teve uma infância marcada pela militância política da mãe, Afeni Shakur. Nascido como Lesane Parish Crooks, no Harlem, em Nova York, ele adotou o nome Tupac Amaru Shakur após a mãe se casar com Mutulu Shakur.
The jury has found Duane "Keffe D" Davis guilty in the murder of Tupac Shakur, 30 years after the rapper was killed in a drive-by shooting in Las Vegas.Jurors deliberated for less than three hours before finding him guilty of murder with the use of a deadly weapon with the… pic.twitter.com/fbS95K18Pr
— ABC News (@ABC) September 1, 2026 Do rap para HollywoodTupac ganhou projeção musical no início dos anos 1990 e lançou seu primeiro álbum, “2Pacalypse Now”, em 1991. O disco já apresentava uma das principais características de sua carreira: letras que abordavam racismo, violência, pobreza e desigualdade social.
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O sucesso cresceu rapidamente. Vieram “Strictly 4 My N.I.G.G.A.Z.”, “Me Against the World”, “All Eyez on Me” e “The Don Killuminati: The 7 Day Theory”. Os três últimos chegaram ao topo das paradas americanas, enquanto “All Eyez on Me” alcançou a certificação de diamante.
Além disso, Pac também encontrou espaço no cinema. Ele estrelou “Juice”, em 1992, e dividiu a tela com Janet Jackson em “Sem Medo no Coração”, no ano seguinte. Ao todo, participou de 11 produções entre filmes e séries, incluindo trabalhos lançados depois de sua morte.
O interesse pela atuação não surgiu por acaso. Ainda adolescente, Tupac estudou teatro, além de jazz, balé e poesia. Foi nesse período que conheceu Jada Pinkett, que se tornou uma de suas amizades mais conhecidas.
A amizade com Jada Pinkett SmithA proximidade entre Tupac e Jada Pinkett Smith alimentou especulações sobre um possível romance durante décadas. A atriz, no entanto, sempre negou que os dois tivessem vivido uma relação amorosa.
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A amizade era tão intensa que chegou a despertar ciúmes em Will Smith. Em uma entrevista, o ator admitiu que tinha dificuldade para lidar com a ligação entre Jada e o rapper, especialmente porque enxergava a relação dos dois como algo muito profundo.
Após a notícia da prisão de Keffe D, Jada voltou a mencionar Tupac nas redes sociais. A homenagem reforçou o vínculo que os dois mantiveram desde a juventude.
Tupac e Jada eram melhores amigos – Foto: Reprodução/ Instagram O romance com MadonnaOutro capítulo famoso da vida pessoal de Tupac envolveu Madonna. Os dois se conheceram por intermédio da atriz Rosie Perez e começaram um relacionamento em 1993, quando ambos estavam no auge da fama.
Carta de Tupac revela detalhes do romance com Madonna
A relação, contudo, terminou pouco tempo depois. Tupac estava preso quando decidiu escrever uma carta para a cantora, na qual falou sobre as diferenças entre as imagens públicas dos dois e os conflitos que enfrentava com o relacionamento.
O manuscrito, datado de janeiro de 1995, anos depois se tornou peça de leilão e chamou novamente a atenção para o romance entre dois dos maiores nomes da cultura pop.
Madonna e Tupac – Foto Reprodução/ Instagram As polêmicas que acompanharam o astroA carreira de Tupac também esteve marcada por problemas com a Justiça. Em 1995, por exemplo, ele acabou condenado por abuso sexual e recebeu uma pena de quatro anos e meio. O rapper sempre negou as acusações e apesar disso, cumpriu cerca de nove meses antes de deixar a prisão.
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Antes disso, já havia enfrentado outros episódios controversos. Em 1992, inclusive foi detido após uma confusão que terminou com a morte de uma criança. No ano seguinte, chegou a ser acusado de atirar contra dois policiais, mas o processo não avançou.
Em seguida, em1994, ainda se envolveu em uma briga com o diretor Allen Hughes durante as filmagens de “Perigo para a Sociedade”. O episódio logo terminou com a saída do rapper da produção.
Símbolo das comunidades pobresTupac também ajudou a popularizar a expressão “Thug Life”, que aliás virou um dos símbolos associados à sua imagem. O termo foi criado como uma forma de representar a realidade enfrentada por comunidades pobres e combater a ideia de que a violência deveria ser reproduzida de geração em geração.
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A sigla chegou a ser tatuada na barriga do rapper e ganhou vida própria após sua morte. Anos depois, celebridades como Rihanna também adotaram o símbolo.
Uma morte que virou mistério
Em 7 de setembro de 1996, Tupac estava em Las Vegas quando foi baleado dentro de um carro. Ele morreu seis dias depois, aos 25 anos. Durante décadas, ninguém foi condenado pelo assassinato.
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A investigação permaneceu praticamente parada até que declarações públicas feitas por Duane “Keffe D” Davis ajudaram a reabrir o caso. Em entrevistas e no livro “Compton Street Legend”, publicado em 2019, Davis admitiu que estava no Cadillac de onde partiram os tiros e afirmou ter entregado a arma a um dos homens que estavam no banco traseiro.
Os outros três ocupantes do veículo morreram antes de serem julgados. Agora, a condenação de Davis representa o primeiro desfecho judicial do assassinato de Tupac.
Um legado que atravessou geraçõesA morte precoce não interrompeu o impacto de Tupac na música. Depois de 1996, oito álbuns póstumos chegaram ao mercado, reunindo gravações deixadas pelo artista. “Greatest Hits”, de 1998, recebeu certificação de diamante nos Estados Unidos.
Em 2017, veio outro reconhecimento histórico: Tupac se tornou o primeiro artista solo de hip-hop a entrar no Rock and Roll Hall of Fame.
Quase 30 anos depois de sua morte, o nome de Tupac continua ligado não apenas ao rap, mas também ao cinema, à cultura negra, ao ativismo e às grandes histórias de Hollywood. Sua trajetória, marcada por talento e controvérsias, ajudou a transformar o rapper em uma figura que permanece viva no imaginário da cultura pop.
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