Resumido por Omeloton IA:
Estudo publicado na revista American Antiquity em 2026, liderado por Sabina Cveček do Field Museum (Chicago), revela que o sepultamento residencial — enterrar familiares dentro ou ao lado das casas — era muito comum na antiguidade: 33% dos assentamentos antigos praticavam o costume, contra apenas 12% das comunidades recentes.
A análise de 49 sítios arqueológicos e 60 sociedades documentadas mostrou que vivos e mortos compartilhavam o mesmo teto, como em Lepenski Vir (Sérvia, 6300-6000 a.C.), onde crianças eram enterradas junto às paredes das casas, e em El Palmillo (México, 700-850 d.C.), com túmulos subterrâneos acessados pelos pátios domésticos.
A pesquisa refutou a hipótese de que a prática servia para demarcar posse de terras, apontando que seu desaparecimento se deve principalmente a influências externas: a colonização e a expansão de grandes religiões como o cristianismo e o hinduísmo substituíram os ritos domésticos por cemitérios ou cremação.
Para os cientistas, compreender que as casas funcionavam como pontos de encontro entre vivos e mortos ajuda a reconstruir a complexidade dos laços familiares antigos e mostra que a separação física entre vida e morte nem sempre foi a norma nas sociedades humanas.