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Nova exposição em Chicago reúne maior coleção de itens de serial killers do mundo - Aventuras na História

Nova exposição em Chicago reúne maior coleção de itens de serial killers do mundo - Aventuras na História
Nova mostra Serial Killer: The Exhibition reúne mais de 2.000 objetos associados a assassinos em série, incluindo pinturas inéditas produzidas por John Wayne Gacy no corredor da morte

Uma nova exposição em cartaz em Chicago apresenta ao público a maior coleção particular do mundo de objetos pertencentes ou relacionados a assassinos em série.

Ocupando um espaço de aproximadamente 1.950 metros quadrados, a mostra “Serial Killer: The Exhibition” reúne mais de 2.000 itens autênticos ligados a cerca de 150 criminosos de dezenas de países. O acervo inclui pertences pessoais, evidências investigativas e obras de arte, com o objetivo de confrontar mitos e retratar a realidade do crime real.

A coleção reúne peças de figuras historicamente conhecidas, como H. H. Holmes — que utilizou o hotel conhecido como “Castelo do Assassinato” para cometer seus crimes durante a Feira Mundial de Chicago de 1893 — e John Wayne Gacy, apelidado de “Palhaço Assassino”.

Na década de 1970, Gacy atuava como palhaço em festas infantis sob os nomes de Pogo e Patches e assassinou pelo menos 33 adolescentes e jovens adultos, enterrando 29 dos corpos no porão de sua residência nos arredores da cidade.

Condenado à morte em 1980 e executado em 1994, Gacy passou 14 anos no corredor da morte recorrendo da sentença. Nesse período, produziu diversas pinturas com temas de palhaços e caveiras, que lhe renderam mais de US$ 30.000 em vendas. A exposição exibe pela primeira vez algumas dessas obras, disponibilizadas por pessoas de seu convívio pessoal.

Entre os itens expostos estão três telas mantidas por três décadas pela advogada Karen Conti, que integrou a equipe de defesa de Gacy durante os recursos. Guardadas por 30 anos com a face para baixo em um armário, as pinturas incluem duas representações de palhaços e caveiras e uma paisagem com árvores vermelhas e a lua baixa à beira-mar. “Ele dizia que era misteriosa, assim como ele”, conta Conti sobre a paisagem.

A advogada explicou o motivo de ceder as peças para a mostra: “O que posso fazer com elas? Não posso exibi-las. Não as estou vendendo, porque detestaria lucrar com isso”, disse Karen Conti ao Chicago Sun-Times. “Eu simplesmente não sabia o que fazer com elas.”

Além de Gacy e Holmes, a exibição destaca outros casos ligados à história de Chicago, como o de Richard Speck, o culto satânico Ripper Crew e Tillie Klimek. Conhecida como a “Viúva Negra” de Chicago, Klimek envenenava seus maridos enquanto afirmava ter sonhos premonitórios sobre a morte deles.

De acordo com o consultor da exposição, cineasta e autor John Borowski, a autenticidade é o principal diferencial do acervo. “São todos originais”, disse John Borowski à Fox 32 Chicago. “Em nenhum outro lugar do mundo você verá uma exposição como esta, com artefatos de tantos assassinos em série reunidos em um só lugar.”

Fotografias de John Wayne Gacy e H. H. Holmes / Crédito: Domínio Público Memória e foco nas vítimas

A mostra já percorreu a Europa e teve sua primeira parada nos Estados Unidos em Atlanta, somando mais de 500.000 visitantes internacionalmente. Inaugurada em Chicago durante o feriado do Dia do Trabalho norte-americano, a temporada na cidade permanece aberta ao público até janeiro, segundo a Smithsonian Magazine.

Os organizadores destacam que a proposta não busca romantizar as figuras retratadas. “Uma coisa que esta exposição, e eu inclusive, rejeitamos completamente é qualquer coisa que glorifique ou glamourize” assassinos em série, disse o pesquisador e colecionador Bill Kimberlin à WGN Radio 720.

“Nesta exposição, [os visitantes] vão poder entrar na mente do criminoso, entender a psicologia por trás disso e ver os aspectos da aplicação da lei envolvidos. Há salas dedicadas exclusivamente às vítimas, e estamos buscando ajudar mais famílias a encontrarem conforto e paz.”

Éric Moreira é jornalista, formado pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Passa a maior parte do tempo vendo filmes e séries, interessado em jornalismo cultural e grande amante de Arte e História. assassino em série Chicago Crimes curiosidades Estados Unidos EUA exposição Mundo notícias serial killerTodo conteúdo