O Museu Condé, instalado no Château de Chantilly, a cerca de 50 quilômetros ao norte de Paris, na França, voltou a exibir o Grand Condé, um diamante rosa de nove quilates lapidado em formato de pera.
A joia foi roubada do castelo durante uma invasão noturna, em outubro de 1926, e encontrada semanas depois por uma camareira que mordeu a maçã oca usada pelos ladrões para escondê-la.
A peça ficará em exposição até 3 de janeiro. A mostra apresenta estudos acadêmicos sobre suas características e documentos de arquivo inéditos relacionados à trajetória do diamante e ao roubo, segundo a BBC.
O roubo e a recuperaçãoA camareira encontrou o diamante no hotel onde os ladrões estavam hospedados. Segundo o diretor do Museu Condé, Mathieu Deldicque, o episódio foi amplamente noticiado pelos jornais da época.
Em entrevista à CNN, ele afirmou que estudos aprofundados permitiram identificar a peça de maneira inequívoca, mas não revelou o valor pelo qual ela foi segurada.
A reexibição ocorre em meio à preocupação com a segurança de instituições culturais europeias, após uma sequência de roubos nos 12 meses anteriores. Entre os casos está o assalto ao Museu do Louvre, em Paris, realizado durante o dia.
Da realeza francesa à coleção do Museu CondéA origem exata do Grand Condé é desconhecida. O registro documental mais antigo mencionado para a pedra aparece em um inventário de 1740 dos bens de Louis Henri de Bourbon, príncipe de Condé, elaborado após sua morte.
Posteriormente, o diamante integrou a coleção da rainha Maria Amélia de Bourbon-Sicílias, esposa do rei Luís Filipe I. A joia passou ao filho do casal, Henri de Orléans, duque de Aumale, que a deixou como legado ao Institut de France, atual proprietário do Château de Chantilly. A herança também compreende milhares de obras de arte e manuscritos que integram o acervo do Museu Condé.
O diamante está entre os poucos itens do acervo real francês que sobreviveram à Revolução Francesa. Os documentos inéditos reunidos na exposição acrescentam registros à pesquisa sobre sua trajetória e o roubo de 1926.
Diamantes rosa podem valer milhõesDiamantes rosa naturais estão entre as pedras preciosas mais raras do mundo e podem alcançar dezenas de milhões de dólares em leilões.
Segundo a Sotheby’s, o recorde de venda em leilão para uma pedra dessa tonalidade foi de US$ 71,2 milhões, cerca de R$ 360,6 milhões, em 2017. Já o valor do Grand Condé não foi divulgado pelo diretor do museu, de acordo com O Globo.
*Sob supervisão de Fabio Previdelli
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