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Após 60 anos retida, obra de Van Gogh vai a leilão e deve quebrar recorde - Aventuras na História

Após 60 anos retida, obra de Van Gogh vai a leilão e deve quebrar recorde - Aventuras na História
O quadro “Castanheiros em flor” marca os momentos finais da grande produção de Van Gogh. Agora, o quadro deve quebrar recordes em leilão

Recentemente, o mundo da arte está agitado diante do anúncio de uma rara obra de Vincent van Gogh. A pintura “Châtaigniers en fleurs”, ou Castanheiros em flor, que não era exibida ao público há mais de 60 anos, irá a leilão no próximo mês em Nova York. Até o momento, a expectativa é de que a obra custe cerca de US$ 180 milhões, um recorde potencial para uma obra de Van Gogh em leilão.

Atualmente o lance mais alto para uma obra para o pós-impressionista holandês foi o quadro “Pomar com Ciprestes”, pintado em 1888 e que detém o recorde de US$ 117 milhões em 2022. Contudo, o Castanheiros em flor apresenta mais do que um quadro rico esteticamente, na verdade ele é marco dos últimos momentos de van Gogh na Terra.

Depois de um ano em um asilo psiquiátrico após uma crise de saúde mental durante a qual ele cortou-lhe a orelha, o pintor foi para Auvers-sur-Oise, perto de Paris. De acordo com os especialistas, o holandês se inspirou na natureza em abundância do local para pintar diversos quadros. Em um pequeno sótão em cima de um café ele deu vida a diversos quadros, o que marca a última fase de grande produção de sua carreira.

O leilão do quadro de Van Gogh

Entretanto, pouco tempo depois, cerca de 2 meses, de van Gogh em Auvers-sur-Oise, o pintor deu um tiro no próprio peito. Ele sucumbiu ao ferimento dois dias depois, em 29 de julho de 1890, aos 37 anos. Assim, o Castanheiros em flor, que apresenta uma fileira de árvores floridas e um homem, que se parece com van Gogh, caminhando ao lado de um trio de mulheres deve marcar um leilão lendário.

Além desse fator histórico marcado pelo autor, o quadro também passou pela mão de figurões do mundo da arte. No século passado, Castanheiros em flor foi adquirido pelo famoso magnata literário Samuel Fischer, cuja editora foi a primeira a publicar Thomas Mann e Hermann Hesse. 

Não obstante, posteriormente George Gard de Sylva, cofundador da Capitol Records, foi dono da pintura, assim como como o filantropo e colecionador Harriet Harris-Jonas, cuja coleção particular era tão renomada que o Metropolitan Museum of Art liderou passeios por seu apartamento em Manhattan.

Inclusive, além da obra de van Gogh, há também nesse leilão obras de mestres impressionistas como Paulo Cézanne, Pierre-Auguste Renoir e Camille Pissarro. Estima-se que o leilão que começa dia 18 de novembro gere mais de US$ 450 milhões em vendas das obras. Simon Shaw, um consultor sênior da Sotheby’s, em comunicado pela Smithsonian Magazine disse:

O que mais me impressiona é que a coleção Blaquier-Arrieta não parece uma coleção particular. Parece um pequeno museu —um Musée d’Orsay em miniatura, que agora abre suas portas pela primeira vez”.

*Sob supervisão de Giovanna Gomes

Historiador em formação que troca qualquer "sextou" por fofocas de época e análise econômica. Traduzo o mundo via cultura, provando que o passado é o melhor spoiler do presente. Quer entender como a engrenagem realmente gira? O convite para a viagem está nos meus artigos: curiosidades Estados Unidos História Leilão morte Mundo notícia notícias quadro Van Gogh Vicent Van GoghTodo conteúdo