Uma brasileira de 29 anos conquistou o título de bilionária mais jovem a construir a própria fortuna nesta semana. Luana Lopes Lara, nascida em Joinville, em Santa Catarina, viu seu patrimônio crescer de forma expressiva depois que a sua empresa Kalshi recebeu um aporte de US$ 1 bilhão em uma rodada de investimentos.
Leia também: O que é a Kalshi, startup de jovem bilionária brasileiraA jovem diz ter se formado no renomado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) em ciência da computação. Durante a sua graduação, ela trabalhou na Bridgewater Associates, do investidor Ray Dalio, e para a Citadel, de empreendedor Ken Griffin.
Antes disso, Lara diz já ter participado de competições acadêmicas, chegando a conquistar medalhas de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia e de bronze na Olimpíada de Matemática de Santa Catarina.
Ela também diz que estudou balé na unidade brasileira da Escola de Teatro Bolshoi durante o ensino médio e chegou a se apresentar durante quatro meses como bailarina profissional na Áustria, na peça do Lago dos Cisnes.
Fundação da KalshiEm 2019, Lara se juntou com Tarek Mansour, que também estudava no MIT, para fundar a Kalshi, uma plataforma de mercado de previsão, que permite que usuários negociem contratos binários sobre resultados em política, esportes, economia e entretenimento.
Ontem, a empresa anunciou ter recebido um aporte de US$ 1 bilhão em uma rodada de financiamento, o que levou a sua avaliação para US$ 11 bilhões. Atualmente, Lara e Mansour possuem participações de 12% cada na Kalshi. Assim, segundo estimativas da Forbes, cada um possui um patrimônio de US$ 1,3 bilhão (quase R$ 7 bilhões).
Quando a empresa foi iniciada, o mercado de previsão ainda não tinha uma regulamentação definida nos Estados Unidos. Foi apenas em novembro de 2020, com a ajuda do advogado Jeff Bandman, que o negócio foi aprovado pelo Comissão de Negociação de Futuros de Commodities americana (CFTC, na sigla em inglês) como uma operação de mercado de contratos designado (DCM), ou seja, uma espécie de derivativo de contrato de eventos.
Em 2024, a Kalshi venceu uma disputa judicial contra o CFTC, permitindo que a empresa pudesse oferecer contratos eleitorais regulamentados. Durante as eleições americanas daquele ano, a empresa movimentou mais de US$ 500 milhões em contratos com apostas entre o presidente Trump e Kamala Harris.
Atualmente, segundo dados da Kalshi, os volumes de negociação na plataforma ultrapassam US$ 1 bilhão semanalmente, um aumento de mais de 1.000% em relação a 2024.Os contratos esportivos representam 90% desse volume.
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