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Quase metade dos alunos no Brasil usa chatbots de IA para estudar G1

Quase metade dos alunos no Brasil usa chatbots de IA para estudar G1
Pesquisa para tarefas escolares é o uso mais comum entre os estudantes brasileiros, aponta o Pisa 2025.
1 de 2 No Brasil, quase metade dos alunos usa IA para estudar — Foto: AP/Michael Dwyer, Arquivo

No Brasil, quase metade dos alunos usa IA para estudar — Foto: AP/Michael Dwyer, Arquivo

Enquanto o Brasil discute se o celular tem lugar na sala de aula, o chatbot de IA já entrou pela porta da frente. Segundo o Pisa 2025, divulgado pela OCDE nesta terça-feira (8), quase metade dos estudantes brasileiros de 15 anos usa ferramentas como o ChatGPT ao menos uma vez por semana para aprender.

📉 O que é Pisa? O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes 2025 é uma avaliação aplicada a cada 3 anos para avaliar os conhecimentos dos estudantes em matemática, leitura e ciências. Essa é a primeira vez que a pesquisa mede esse tipo de uso entre os alunos.

Segundo os dados, 48% dos estudantes no Brasil usam chatbot de IA ao menos uma vez na semana para aprender, contra contra 46% na média da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

2 de 2 Uso de IA em sala de aula — Foto: Infográfico/Arte g1

Uso de IA em sala de aula — Foto: Infográfico/Arte g1

Quando o assunto é uma pesquisa rápida sobre um tema novo, o brasileiro recorre à IA bem mais que a média da OCDE: são 40% dos estudantes, contra 31% no grupo. É o maior contraste entre todos os usos medidos pelo Pisa.

Resumir um texto que precisavam ler para a escola também é hábito comum — 31% dos brasileiros fazem isso com ajuda de IA, praticamente empatados com os 30% da média da organização.

🔴 Já na hora de redigir uma redação inteira, os alunos brasileiros usam menos IA que a média: 27%, contra 29% entre os países da OCDE. E 11% dizem nunca recorrer à tecnologia para nenhuma tarefa escolar — uma fatia pouco menor que os 14% da média do grupo.

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Leitura apressada

Para Ernesto Martins, pesquisador do centro de pesquisas Iede (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional), a análise chama a atenção para a análise sobre o uso de inteligência artificial no aprendizado e que são necessários estudos aprofundados.

Martins explica que ainda não há como saber o impacto dessas ferramentas, mas chama a atenção para um dos pontos interessantes trazidos pelo Pisa 2025, que é a identificação de um padrão de leitura apressada entre os estudantes. Alunos que respondem às questões da avaliação de forma muito rápida e superficial, sem se aprofundar no texto, e por isso erram respostas que exigiriam mais atenção.

O especialista pondera que esse comportamento pode estar relacionado ao contexto mais amplo de uso intenso de inteligência artificial.

"O mundo em que vivemos hoje, de inteligência artificial e leitura mais dinâmica — com redes sociais e outros aspectos —, pode estar impactando os leitores menos proficientes e ter um impacto global na aprendizagem, não só em leitura, mas em outras disciplinas também. O próprio relatório da OCDE discute isso, e acho que a gente precisa refletir sobre esse cenário", afirma Martins. Resumo do dia Inscreva-se e receba a newsletter Ops! OkTodo conteúdo