Um laudo oficial do Instituto Médico-Legal (IML) confirmou que a morte de Mariana dos Santos Candido, de 41 anos, foi provocada por complicações decorrentes de uma perfuração intestinal durante a realização de uma colonoscopia.
Reprodução/Instagram Foto: Mais Novela Exame foi realizado em hospital de SPO procedimento ocorreu no final de julho no Hospital Municipal Professor Doutor Alípio Corrêa Netto, localizado no bairro de Ermelino Matarazzo, na Zona Leste de São Paulo.
O parecer técnico detalha que o rasgo no cólon desencadeou infecções sistêmicas graves, afetando diretamente o funcionamento dos rins e dos pulmões da paciente. Diante do quadro crítico gerado pela lesão, os médicos precisaram submeter a mulher a uma laparotomia exploradora, cirurgia de emergência que consiste na abertura da cavidade abdominal para averiguação e tentativa de reparo dos órgãos afetados.
Aflição na espera e o alerta da equipe médicaEm meio à realização do exame, no dia 28 de julho, familiares que aguardavam no local estranharam a demora excessiva para o término do atendimento. Acompanhada por sua filha de 9 anos e pela tia, Mara Pongelupi, a paciente foi transferida repentinamente da sala de procedimentos para o centro cirúrgico, momento em que a mãe da vítima recebeu a notícia sobre a perfuração no intestino e a urgência da operação.
Contudo, os esclarecimentos sobre a gravidade da situação só vieram após cerca de seis horas de intervenção cirúrgica. Na ocasião, a médica responsável informou que metade do intestino da paciente havia sido comprometido, orientando os parentes a rezarem por sua vida. Encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) sob coma induzido, intubada e com auxílio de ventilação mecânica, Mariana dos Santos Candido não resistiu e teve o óbito confirmado às 13h do dia seguinte, 29 de julho.
Motivação preventiva e o medo antes do exameAlém disso, a decisão de passar pelo procedimento atendeu a uma recomendação preventiva adotada pelos membros da família, que possuem histórico de câncer de reto e costumam realizar o rastreio preventivo ao atingirem os 40 anos. Por ser a sua primeira vez fazendo o exame, a mulher chegou a desabafar com a tia Mara Pongelupi na véspera sobre o receio de passar pela intervenção.
Dessa forma, o episódio acabou registrado como morte suspeita no 62º Distrito Policial, em Ermelino Matarazzo. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) ressaltou que as diligências seguem em andamento para apurar as circunstâncias do caso. No entanto, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) pontuou que uma sindicância interna foi instaurada pela gestão do hospital, que permanece prestando suporte e acolhimento aos familiares.
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