O ator Gracindo Júnior faleceu na noite desta terça-feira (1º), aos 83 anos, deixando uma história brilhante na televisão, no cinema e nos palcos. A triste notícia da passagem do veterano foi tornada pública pelo ator e amigo Leonardo Brício, que optou por não divulgar a causa do falecimento, tampouco as informações a respeito do velório e do sepultamento do artista.
Reprodução/Globo Foto: Mais Novela Despedida emocionante de Gracindo JúniorEm uma publicação emotiva compartilhada em seu perfil no Instagram, o ator relatou ter estado presente ao lado dos parentes mais próximos do veterano durante a despedida. "Quis Deus que eu estivesse ao lado dos seus filhos de sangue e sua esposa nesse exato momento", confidenciou o companheiro de profissão nas redes sociais.
Diante disso, a perda do artista mobilizou fãs e companheiros de trabalho, que lembraram a enorme contribuição do intérprete para a cultura nacional ao longo de mais de seis décadas de dedicação à arte.
Início precoce e trajetória na televisãoNascido como Epaminondas Xavier Gracindo e herdeiro do lendário Paulo Gracindo, o artista deu os primeiros passos no meio artístico ainda na juventude, aos 15 anos, atuando no rádio como locutor, autor e DJ. Por conta de seu engajamento político, o jovem chegou a enfrentar a perseguição do regime militar no ano de 1964.
Contratado antes mesmo da estreia oficial da TV Globo, o intérprete fez parte do primeiro time de atores do canal carioca. Na emissora, esteve no elenco de produções históricas como Rosinha do Sobrado, A Rainha Louca e O Bem-Amado.
No entanto, um dos instantes mais emblemáticos de sua carreira ocorreu na novela O Casarão (1976), obra em que teve a oportunidade de dividir o papel do mesmo protagonista ao lado de seu próprio pai em fases distintas.
Atuação diversificada e legado marcanteAlém de brilhar em frente às câmeras, a estrela também deixou sua marca nos bastidores como diretor e supervisor de dramaturgia. Sob o seu comando, estiveram atrações de grande audiência como Os Trapalhões, além de quadros do Fantástico e a novela Marron-Glacé. Nos palcos, assinou a direção do espetáculo A Longa Noite de Cristal e idealizou a peça Paulo Gracindo, Meu Pai, reverenciando a memória da família.
Sendo assim, sua caminhada artística contou ainda com passagens marcantes pela TV Manchete, onde protagonizou obras de sucesso como A Marquesa de Santos e Dona Beija. De volta à emissora dos Marinho, esteve em títulos aclamados como Mandala, Explode Coração, Celebridade e Como uma Onda.
Dessa forma, a partir de 2006, o veterano levou seu talento para o elenco da Record, onde atuou em produções de destaque como Cidadão Brasileiro, Poder Paralelo e a minissérie Rei Davi, selando uma carreira eternizada na memória do público.
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