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Celso Portiolli e SBT são processados por supostos maus-tratos a uma rã

Celso Portiolli e SBT são processados por supostos maus-tratos a uma rã
Apresentador e SBT são réus em ação civil pública que apura supostos maus-tratos a uma rã durante o programa
Resumo Celso Portiolli e o SBT foram processados por entidades de proteção animal por supostos maus-tratos a uma rã viva durante o programa Domingo Legal. A ação aponta estresse e manuseio inadequado do anfíbio no palco. O Ministério Público de SP recomendou perícia veterinária para apurar o caso. Em decisão preliminar, a Justiça determinou que a emissora adote medidas de proteção e supervisão profissional com animais sob pena de multa de R$ 100 mil por descumprimento. 📊 Fofoca Awards: vote nos seus favoritos

Celso Portiolli está sendo processado por supostos maus-tratos a um animal após um episódio exibido pelo Domingo Legal, do SBT, em março deste ano. A ação civil pública foi movida por entidades de proteção animal e também tem a emissora como ré.

Um episódio do Domingo Legal envolvendo uma rã viva foi parar na Justiça Foto: reprodução/SBT / Famosos e Celebridades

O caso voltou a ganhar destaque nesta segunda-feira (31), após o Ministério Público de São Paulo (MPSP) se manifestar a favor da realização de uma perícia médico-veterinária para esclarecer se houve, de fato, maus-tratos à rã utilizada durante a atração.

A decisão sobre a realização do exame ainda cabe à Justiça.

O episódio que deu origem ao processo aconteceu em 22 de março de 2026, durante o quadro "Cardápio Surpresa". A dinâmica reunia o influenciador Lucas Guimarães e a cantora Manu Bahtidão, que foram convidados a experimentar pratos considerados exóticos.

Durante a atração, uma rã viva foi colocada no palco. O animal acabou escapando e provocou uma correria no estúdio enquanto Portiolli tentava recuperá-lo. Na ocasião, o apresentador chegou a fazer uma brincadeira de duplo sentido ao conseguir segurar o anfíbio.

A situação provocou críticas nas redes sociais e chamou a atenção de organizações de proteção animal. Segundo as entidades que entraram com a ação, a rã teria sido submetida a estresse intenso, manuseio inadequado e exposição excessiva a ruídos e iluminação.

Na ação, as organizações defendem que o uso de animais para entretenimento não justifica situações que possam comprometer o bem-estar dos bichos. O processo foi ajuizado pelo Instituto Thais Viotto por uma Sociedade Mais Justa para Todos, pela OSCIP Canto da Terra e pela Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA).

A Justiça de São Paulo já havia concedido parcialmente um pedido de tutela de urgência apresentado pelas entidades. A decisão determinou que, caso o SBT utilize animais em programas de entretenimento, deverá adotar medidas de proteção e bem-estar supervisionadas por um médico-veterinário.

Entre os pontos que devem ser observados estão ruídos, iluminação, manuseio e qualquer outra situação capaz de provocar estresse, sofrimento ou risco à integridade física ou psíquica do animal. Em caso de descumprimento e ocorrência de maus-tratos, foi estabelecida multa de R$ 100 mil por animal.

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