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Morre Zuenir Ventura, mestre do jornalismo, aos 95 anos

Morre Zuenir Ventura, mestre do jornalismo, aos 95 anos
Reportagens sobre o assassinato de Chico Mendes, 1968 e as desigualdades no Rio lhe deram também o título de imortal na Academia Brasileira de Letras

Morreu nesta terça-feira (22/9), aos 95 anos, o jornalista e imortal da Academia Brasileira de Letras Zuenir Ventura. A causa da morte, segundo a ABL, foi uma pneumonia. O corpo será velado amanhã na Academia Brasileira de Letras, no Centro do Rio, e enterrado no mausoléu da ABL no Cemitério São João Batista.

Morre Zuenir Ventura: Em última coluna no GLOBO, jornalista refletiu sobre pandemia, racismo e a violência no Brasil; leiaLuto no jornalismo: Zuenir Ventura, de ‘Chico Mendes’ a ‘1968’, deixa legado sobre o Brasil; veja obras

Filho de José Ventura, pintor de parede, e Herina de Araújo, dona de casa, Zuenir Carlos Ventura nasceu no dia 1º de junho de 1931, no município mineiro de Além Paraíba. Aos 11 anos, mudou-se com a família para Nova Friburgo, na região serrana do Estado do Rio. Sem descuidar dos estudos, até porque essa era uma exigência da mãe, Zuenir ajudava o pai no ofício, chegando a trabalhar também como office-boy.

Já adolescente, ele ganhou uma bolsa de estudos no colégio, em troca de dar aulas para as crianças do então primário (hoje, ensino fundamental). Foi nessa época que começou a alimentar o sonho de ser professor. Aos 20 anos, mudou-se para o Rio, onde cursou Letras Neolatinas na Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ).

Livros de Zuenir Ventura Compartilhe Facebook Twitter Whatsapp Linkedin '1968: O Ano que Não Terminou'

Publicado em 1988, o livro reconstrói acontecimentos de um dos anos mais turbulentos da ditadura. Começa em uma festa de réveillon na casa da crítica literária Heloísa Buarque de Hollanda e passa pelo assassinato do estudante Edson Luís, pela Passeata dos Cem Mil, até chegar à decretação do AI-5, em 13 de dezembro.

Foto: Reprodução Compartilhe Facebook Twitter Whatsapp Linkedin 'Cidade partida'

Após a chacina de Vigário Geral, Zuenir frequentou a comunidade por dez meses. Ao mesmo tempo, acompanhou o surgimento do Viva Rio. A partir daí, discute a divisão social da cidade e relaciona essa configuração a um processo histórico de segregação que remontaria às reformas urbanas de Pereira Passos.

Foto: Reprodução Compartilhe Facebook Twitter Whatsapp Linkedin 'Chico Mendes: Crime e Castigo'

Uma série de reportagens sobre a morte do ambientalista foi retomada em 2003 e se tornou livro. Dividida em três partes, a obra traz reportagens produzidas no início de 1989, textos sobre a cobertura do julgamento e “15 anos depois”, resultado da volta de Zuenir ao Acre em 2003.

Foto: Divulgação Compartilhe Facebook Twitter Whatsapp Linkedin '1968: O Que Fizemos de Nós'

No livro, Zuenir foca no legado deixado por aquela geração. A primeira parte discute os efeitos políticos, culturais e comportamentais de 1968. Na segunda, o jornalista reúne entrevistas com nomes como Caetano Veloso, César Benjamin, Fernando Gabeira, FHC, Franklin Martins, José Dirceu e Heloísa Buarque de Hollanda.

Foto: Reprodução Compartilhe Facebook Twitter Whatsapp Linkedin 'Minhas histórias dos outros'

No livro, Zuenir reúne relatos sobre personalidades e personagens que encontrou ao longo da carreira. Glauber Rocha, Betinho e Carlos Drummond de Andrade estão entre os nomes retratados. O jornalista chamou a obra de “alterbiografia”.

Foto: Divulgação Compartilhe Facebook Twitter Whatsapp Linkedin 'Mal secreto (inveja)'

Em “Mal Secreto (Inveja)”, Zuenir passou quase dois anos investigando um dos chamados sete pecados capitais. Para investigar o tema, visitou consultórios de psicanalistas, igrejas e terreiros de umbanda. A obra mistura ensaio, autobiografia e ficção.

Foto: Reprodução Compartilhe Facebook Twitter Whatsapp Linkedin 'Sagrada família'

Aos 81 anos, Zuenir publicou seu primeiro romance, ambientado na década de 1940. O autor recuperou lembranças de infância, mas afirmou ter inventado episódios e alterado nomes para evitar problemas com parentes vivos. A intenção, segundo ele, era construir uma história que representasse a hipocrisia daquele período.

Foto: Reprodução Anterior Próximo Mais Listas

Na faculdade, Zuenir teve aula com nomes importantes da literatura do país, como Manuel Bandeira, Alceu Amoroso Lima e Cleonice Berardinelli. Outro personagem importante, Celso Cunha, professor da Faculdade de Jornalismo da UFRJ, convidou-o para dar aulas de português, e o mestre Hélcio Martins conseguiu indicá-lo para uma vaga como arquivista da Tribuna da Imprensa. Não demoraria para se tornar repórter.

“Tudo na minha vida aconteceu por acaso. Fui ser professor por acaso e descobri a minha vocação defendendo o meu dinheirinho. Eu estava trabalhando no arquivo (da Tribuna da Imprensa) alguns anos, e o Hélcio (Martins) sempre insistia para eu descer para a redação. Carlos Lacerda era o diretor do jornal e um dia estava procurando alguém na redação para escrever um artigo sobre (o escritor e filósofo franco-argelino) Albert Camus, que tinha morrido em um desastre. Eu estava passando e me candidatei, porque o Camus era uma das minhas paixões jornalísticas”, contou Zuenir em depoimento ao site Memória Globo em 2011.

Os amigos Ziraldo, Luis Fernando Verissimo e Zuenir Ventura — Foto: Leo Martins

Garimpagem

Desde o texto sobre Camus, no ano de 1960, Zuenir nunca mais deixou as redações de jornais do país — conciliando seu tempo com as salas de aula. Durante décadas, foi professor da Escola de Comunicação da UFRJ e da Escola Superior de Desenho Industrial, ganhando o apelido de Mestre Zu. Amável no trato com os alunos e rigoroso em relação aos trabalhos apresentados, ele sempre manteve o espírito crítico sobre seu ofício.

Mundo acadêmico à parte, Zuenir também fez história na imprensa, ocupando vários cargos de comando. A partir da década de 1960, e depois de uma temporada na França como bolsista no Centro de Formação de Jornalistas, de Paris, Zuenir foi editor internacional do Correio da Manhã, diretor de redação da revista Fatos & Fotos, chefe de reportagem da revista O Cruzeiro, editor-chefe da sucursal Rio da revista Visão. Em 1967, foi um dos criadores do jornal alternativo O Sol.

Mesmo com a difícil tarefa de gerenciar equipes de jornalistas, Zuenir nunca deixou de lado a verdadeira vocação: apurar e escrever histórias reais. De preferência, deixando a redação e indo para as ruas atrás de boas fontes.

“Nada substitui o olho no olho. Muitas vezes, o silêncio em uma entrevista fala mais do que as palavras”, afirmou ele em entrevista à Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo em 2008.

“A gente fornece matéria de primeira mão, aquilo que a gente vê primeiro, para o historiador trabalhar depois. É um trabalho de garimpagem, de campo, vendo o que aconteceu, registrando. É um trabalho humilde, modesto, de preparar matéria-prima para o historiador aprofundar”, disse ele ao Memória Globo.

O olhar atento à agitação política e social da década de 1960, no Brasil e no mundo, fez de Zuenir um “especialista” da época, como mostraria seu livro “1968 — O ano que não terminou”, lançado em 1988 e que continua sendo reeditado. Sucesso de crítica e de público, a reportagem dissecava, duas décadas depois de os fatos terem ocorrido, o país que entrava na fase mais violenta da ditadura militar iniciada em 1964. Traçando o cenário cultural e político daquele ano, a obra serviu também de inspiração para a minissérie “Os anos rebeldes”, produzida pela TV Globo e que foi ao ar em 1992.

— A sensação é de que 1968 não foi um ano, mas sim um personagem. Tanto que, 50 anos depois, continuamos falando, comentando, explicando o que aconteceu. E é um personagem que não sai de cena, tamanha a fixação — disse Zuenir ao GLOBO em 2018.

A intensa vivência do jornalista com os acontecimentos que retratou em seu livro também o fez ser preso pelo governo militar justamente em dezembro de 1968, logo após a decretação do AI-5, o ato inconstitucional que suspendeu direitos políticos dos cidadãos. Zuenir ficou na cadeia durante três meses, dividindo a cela com o psicanalista Hélio Pellegrino, entre outros cidadãos considerados subversivos, sem maiores explicações, segundo ele. “Não fui torturado, embora ficasse sempre com medo”, disse ele ao Memória Globo.

Vida que segue. Em 1971, Zuenir trabalhava novamente na revista Visão, permanecendo como chefe da sucursal carioca até 1977, quando foi para a revista Veja. Em 1981, transferiu-se para a revista IstoÉ. Já em 1985, foi para o tradicional Jornal do Brasil.

Zuenir Ventura — Foto: Leo Martins/ Foto de arquivo

Livros que marcaram as discussões sociais no país

Com o passar dos anos, Zuenir Ventura deixou de lado suas aulas nas universidades. Em contrapartida, sua atividade jornalística começou a gerar novos livros, tratando principalmente de graves questões sociais do país.

Ainda em 1989, após um mês de apuração, o jornalista produziu uma série de reportagens sobre o assassinato do seringueiro e líder ambientalista acreano Chico Mendes (1944-1988) para o Jornal do Brasil. O material venceu os prestigiosos Prêmio Esso e o Vladmir Herzog de jornalismo daquele ano e seria publicado em livro, devidamente atualizado pelo autor, em 2003 (“Chico Mendes – Crime e castigo”).

Como de costume em sua carreira, Zuenir decidiu mudar de casa em 1999, quando estreou como colunista do GLOBO. Mas deixou claro que seria sua última mudança. No seu texto de estreia, em 30 de janeiro daquele ano, comentou: “Enquanto a mudança é transformadora, a inércia, por natureza, não leva a lugar nenhum, ou leva ao desastre. O Brasil, por exemplo, acaba de ir para o beleléu por não saber ou não ter tido a coragem de mudar na hora certa — de política, de economia ou de presidente”.

A professora Cleonice Berardinelli com o amigo e ex-aluno Zuenir Ventura, em evento pelos 80 anos do jornalista — Foto: Marcos Ramos

Vigário Geral

Lidando apenas com as colunas semanais no GLOBO, Zuenir teve mais tempo para correr atrás de suas investigações jornalísticas.

Outra reportagem de fôlego dele que repercutiu em todo o país foi “Cidade partida”, publicada como livro em 1994 e que receberia naquele ano o Prêmio Jabuti, o mais importante do mercado editorial brasileiro.

Na obra, o jornalista apresenta um Rio de Janeiro dividido por fortes barreiras socioeconômicas. Para escrevê-la, visitou várias vezes a comunidade de Vigário Geral, localizada a 24 km do Centro do Rio, onde policiais haviam promovido uma chacina que vitimou 21 pessoas inocentes no ano anterior. Zuenir dá voz aos moradores da comunidade, mostrando também o crescente movimento de organizações da sociedade civil contra a violência.

“Cidade partida” também mereceu reedições seguidas, além de tornar-se tema de seminários e debates sobre violência no Rio.

Em 2008, o jornalista publicou “1968: O que fizemos de nós”. A extensa reportagem, bem ao estilo Zuenir, revisita os ideais que balançaram os anos rebeldes retratados por ele 20 anos antes, e faz um contraponto ao comportamento dos jovens deste início do século XXI, abordando novos costumes e temas como o corpo, as drogas e a política.

“Eu fui a algumas festas raves e, para mim, foi um choque cultural. Eu, velhinho, no meio de 20 mil pessoas e com uma amiga que podia ser minha neta. Abordei as heranças importantes que 1968 deixou: o movimento feminista, o de negros, o movimento gay e o ecológico. E uma herança maldita, que são as drogas”, disse o jornalista ao site Memória Globo.

Zuenir Ventura discursa no Faz Diferença, ao lado do editor executivo André Miranda e do colunista Bernardo Melo Franco — Foto: Guito Moreto

Rumo à ABL

A longa trajetória jornalística de Zuenir, priorizando questões sociais e ambientais, rendeu ao jornalista inúmeras distinções.

Em 2008, a ONU concedeu a ele um prêmio especial por ser um dos cinco jornalistas que mais haviam contribuído para a defesa dos direitos humanos no país em 30 anos. Em 2010, foi eleito “O jornalista do ano” pela Associação dos Correspondentes Estrangeiros.

Em 2014, Zuenir foi eleito para a Academia Brasileira de Letras (ABL), ocupando a cadeira deixada pelo dramaturgo e intelectual paraibano Ariano Suassuna (1927-2014). No dia da posse, foi recebido por Cleonice Berardinelli, que havia sido sua professora na faculdade e, a partir de então, colega imortal. No seu discurso de posse, ele contou que, num evento literário, fora escalado para falar depois do escritor paraibano e ficou desconfortável:

— Eu ia ser o anticlímax da noite em que ele apresentaria uma de suas aulas-espetáculo, nas quais exercitava sua vocação de professor e sua alma de palhaço, mostrando como podia ser sério e divertido, popular e clássico, regional e urbano, trágico e cômico, um sertanejo universal.

Para Merval Pereira, presidente da ABL, Zuenir Ventura foi um "espelho" para os jornalistas.

— Era o jornalista que todos queríamos ser — diz. —Culto, generoso, era repórter e comentarista, editor e redator, chefe e orientador, intelectual e popular, professor e aluno. Tinha um senso de humor refinado, o melhor exemplo é o banho de tinta marrom que deu num desafeto. É autor de dois livros seminais: " 1968, o ano que não terminou" e " Cidade partida". Poucos atingem o cume, ele foi um deles. Foi um ambientalista genuíno, suas reportagens sobre a morte de Chico Mendes foram marcantes nessa luta.

Em 2022, aos 91 anos, o jornalista receberia o prêmio Faz Diferença, na categoria livros, concedido pelo jornal O GLOBO. Ele havia lançado, no ano anterior, uma versão ampliada de seu “Minhas histórias dos outros”, em que relembrava alguns personagens com quem cruzou ao longo da carreira. Na lista, estão personalidades como Glauber Rocha, Nelson Rodrigues, Betinho e Carlos Drummond de Andrade, entre muitos outros.

— É o melhor presente que poderiam me dar — disse ele. — É uma honra ser premiado por uma iniciativa que valoriza a democracia.

Zuenir Ventura deixa a mulher, Mary Ventura e os dois filhos do casal: o jornalista Mauro e a editora Elisa.

Veja registros do jornalista Zuenir Ventura

1 de 22 Prêmio Faz Diferença 2021 - Cerimônia do Prêmio Faz Diferença, na Casa Firjan. Zuenir Ventura, jornalista — Foto: Hermes de Paula / Agencia O globo

2 de 22 Foto do Perfil do escritor Zuenir Ventura, que completava 90 anos. — Foto: Leo Martins / Agencia O Globo

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3 de 22 Zuenir Ventura entrevista os historiadores Alberto da Costa e Silva, Evaldo Cabral de Melo e José Murilo de Carvalho — Foto: Guito Moreto / Agência O Globo

4 de 22 Prêmio Faz Diferença / Segundo Caderno/Livros - Cerimônia de entrega do Prêmio Faz Diferença realizada na Casa Firjan, em Botafogo. O vencedor da categoria Segundo Caderno/Livros, Marco Lucchesi, presidente da ABL, recebe o prêmio do colunista Zuenir Ventura — Foto: Márcio Alves / Agência O Globo

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5 de 22 Zuenir Ventura — Foto: Marcelo Carnaval/ Agência O Globo

6 de 22 Zuenir Ventura no Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo Abraji — Foto: Edilson Dantas / Agencia O Globo

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7 de 22 Zuenir Ventura no 13 Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo Abraji — Foto: Edilson Dantas / Agencia O Globo

8 de 22 Entrega do Prêmio Faz Diferença, no Copacabana Palace. Zuenir Ventura e Miriam Leitão — Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

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9 de 22 Criancas pedem para serem fotografadas com Zuenir Ventura. Zuenir Ventura, autor do livro Cidade Partida, revisita o local da chacina narrada na obra, em Vigario Geral. Ele reencontrou com familiares das vitimas e sobreviventes do massacre que matou 21 moradores — Foto: Daniel Marenco / Agencia O Globo

10 de 22 Zuenir Ventura - Luis Fernando Verissmo lança o livro "Verissimas", na Travessa de Ipanema — Foto: Hermes de Paula / Agencia O Globo

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11 de 22 Encontros o Globo - Zuenir Ventura fala sobre felicidade junto com Claudio Domenico e Carlos Jose Andrade — Foto: Monica Imbuzeiro / Agencia O Globo

12 de 22 Zuenir Ventura toma posse na Academia Brasileira de Letras — Foto: Alexandre Cassiano

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13 de 22 Zuenir Ventura — Foto: Ricardo Chaves

14 de 22 Projeto Rio - Zuenir Ventura — Foto: Carlos Ivan / Agência O globo

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15 de 22 Zuenir Ventura (Escritor) - Lançamento do livro "1968 o ano que não terminou" — Foto: Raimundo Neto / Agência O Globo - Negativo : 88-18168

16 de 22 Zuenir Ventura (Escritor) - Lançamento do livro "Cidade Partida" - Zuenir e Herbert de Sousa (Betinho) — Foto: Ari Lago / Agência O Globo - Negativo : 94-12049

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17 de 22 Zuenir Ventura em mesa redonda em homenagem a Odylon Costa Filho - Zuenir e Rachel de Queiroz — Foto: Gustavo Stephan / Agência O Globo - Negativo : 94-16213

18 de 22 Os jornalistas Zuenir Ventura e Bernardo Mello Franco. — Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo

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19 de 22 Zuenir Ventura (Escritor) - Lançamento do livro "Cidade Partida" - Zuenir autografando — Foto: Ari Lago / Agência O Globo - Negativo : 94-12049

20 de 22 Prêmio Faz Diferença do Jornal O Globo - Nei Lopes recebe o prêmio das mãos de Merval Pereira e Zuenir Ventura — Foto: Foto Fábio Rossi / Agência O Globo

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21 de 22 Camarote QUEM O GLOBO. Desfile das Campeãs. Zuenir Ventura e Liege Monteiro — Foto: Adriana Lorete / Agência O Globo

22 de 22 Zuenir Ventura e surpreendido por um casal dono de um bar com o exemplar autografado por ele em 1994. Zuenir Ventura, autor do livro Cidade Partida, revisita o local da chachina narrada na obra, em Vigario Geral — Foto: Daniel Marenco / Agencia O Globo

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