Resumido por Omeloton IA:
Uma nova pesquisa Quaest, divulgada em 2026, oferece um retrato sólido de um cenário eleitoral que ainda pode mudar muito, mas que já aponta tendências estruturais e traz explicações importantes sobre o comportamento dos candidatos nos últimos dias.
O dado mais evidente e direto é a liderança de Lula (PT) em todos os cenários testados. Ele aparece à frente em sete cenários de primeiro turno e em todos os cenários de segundo turno, com variação entre 35 e 40 pontos percentuais. A pesquisa evidencia de forma cristalina por que Tarcísio de Freitas (Republicano) depende do eleitorado bolsonarista para se viabilizar nacionalmente.
No segundo turno, ele é mais competitivo contra Lula do que Flávio. No entanto, no primeiro turno, sua votação despenca quando Flávio está no cenário. Tarcísio cai de 27% para apenas 9% quando o filho do ex-presidente aparece no cenário. O eleitor bolsonarista prioriza o sobrenome e não o desempenho potencial contra Lula.
Quando Flávio é retirado do cenário, Tarcísio salta e triplica sua força. A matemática eleitoral mostra que ele se inviabiliza caso a família Bolsonaro lance um candidato. E por isso deve disputar a reeleição em SP. O segundo ponto relevante surge quando os governadores são retirados dos cenários testados e deixam Flávio Bolsonaro praticamente sozinho como representante da direita.
Sem Tarcísio, Caiado (UB), Zema (Novo) ou Ratinho Júnior (PSD), Flávio cresce de forma significativa. Ele passa de 23% para 32% em um cenário onde apenas Romeu Zema aparece como representante de gestores estaduais.