Cerca de 700 pessoas e integrantes de 20 instituições participaram, na tarde da sexta-feira (18), da Caminhada pela Paz ? ?Construindo pontes para um mundo de paz?, promovida pelo Instituto Lenon Joel pela Paz, em São Leopoldo.
PublicidadeENTRE NA COMUNIDADE DO JORNAL VS NO WHATSAPP E RECEBA MAIS NOTÍCIAS
A mobilização integra as ações alusivas aos 20 anos de atuação da entidade no município e foi uma homenagem ao jovem Lenon Joel Backes, de 16 anos, assassinado em frente à mãe, dentro de sua residência, após um assalto no dia 18 de setembro de 2006. A tragédia familiar gerou revolta e mobilização da comunidade, transformando a dor em luta e criando o Instituto Lenon, em novembro daquele ano.
Caminhada pela Paz, promovida pelo Instituto Lenon Joel pela Paz, ocorreu na tarde da sexta-feiraPriscila Carvalho/GES-Especial
Mobilização reuniu cerca de 700 pessoasPriscila Carvalho/GES-Especial
Anterior Próxima
A caminhada saiu da esquina da Avenida João Corrêa com a Rua Independência, no Centro, e seguiu até a sede do instituto, no bairro São Miguel. A banda da Escola Municipal Paulo Beck participou de parte do trajeto. Ainda na concentração, foi ouvido o Manifesto pela Cultura da Paz, gravado em áudio por alunos e educadores da entidade.
Repensar?Essa caminhada é para a gente conseguir fazer com o que a sociedade repense o que é uma cultura de paz, de tolerância, de empatia com o outro. É pra gente repensar, de fato, porque o Lenon existe: ele existe de uma tragédia, que a gente transformou em tantas histórias lindas, em tantas transformações de vidas?, destacou a vice-presidente e diretora executiva do Instituto, Delci Mello.
Ao final da ação, em um gesto simbólico, os participantes da caminhada receberam sementes de girassol. ?No sentido de agradecimento a quem veio e para que a pessoa plante essa ideia de uma construção de paz.?
Publicidade GrupoOs pais de Lenon, Noli Claudemir Backes, conhecido como Tomé, 59 anos, e Senaile Girotto, 63, além da irmã do jovem, Valentina, de 14 anos, que hoje moram na cidade de Porto Vera Cruz, participaram da atividade. Junto deles, vieram a São Leopoldo 14 jovens que integram o grupo juvenil do Instituto Amigos do Lenon, fundado pela família no município onde residem.
LEIA TAMBÉM: Confira a programação dos últimos dias de festejos nos acampamentos de São Leopoldo
?Sonho que se tornou realidade?Noli Backes lembrou que a família começou a instituição em 2006, logo após a perda de Lenon, de maneira voluntária, mas com o intuito de fazer algo em prol da paz, para tentar diminuir a violência. ?Iniciamos numa garagem, depois passamos para um prédio que era uma um templo religioso e, depois, um galpão construído ?a facão?, com madeiras brutas e um telhado fino. Vieram crianças, jovens, famílias e hoje estamos assim: com essa estrutura, com esse quadro técnico, com tantos movimentos sociais desenvolvidos?.
PublicidadeEmocionado, ele destaca que o trabalho social é uma caminhada árdua e desafiadora, mas que o resultado alcançado é gratificante. ?Até me emociono quando vejo que tanto já foi feito. É motivo de muito orgulho. Quando a gente constituiu, lá em 2006, o Instituto Lenon Joel pela Paz, nós não tínhamos ideia da proporção que ia tomar, de aonde ia chegar. Era um sonho que se tornou realidade.?
Trabalho que segue também em Porto Vera CruzMorando há 15 anos em Porto Vera Cruz, a família de Lenon também mantém um trabalho social no município, de cerca de 1.700 habitantes. Noli Backes recorda que o projeto começou em 2012, como um núcleo do Instituto Lenon e, em 2017, foi oficializado, com CNPJ, como Amigos do Lenon, onde são atendidos 70 crianças e adolescentes.
Publicidade?É um trabalho voluntário, feito com ajuda da diretoria, de alguns pais e pessoas da comunidade. Sustentamos o projeto por meio de eventos que fazemos durante o ano?, conta. ?O nosso carro-chefe está sendo a dança tradicional gaúcha?, acrescenta Backes, citando que, por meio do projeto, os jovens já participaram de encontros em várias cidades do Estado e até de países como Argentina e Paraguai.
Mãe de Lenon, Senaile Girotto, a irmã Valentina e o pai, Noli BackesPriscila Carvalho/GES-Especial
Família de Lenon, integrantes do Instituto Lenon e grupo de jovens do Instituto Amigos do Lenon, de Porto Vera CruzPriscila Carvalho/GES-Especial
Anterior Próxima
LEIA TAMBÉM
SEMANA FARROUPILHA Dois desfiles farroupilhas marcam o último fim de semana de festejos em São Leopoldo REGIÃO Greve da Trensurb? Metroviários comunicam decisão que poderia impactar mais de 90 mil passageiros ELEIÇÕES 2026 "A principal política é estabelecer lei e ordem": Em passagem por Gramado, candidato a presidente Renan Santos fala sobre projetos para o turismo nacional CASAS DE APOSTAS Em defesa das bets e ao lado de Grêmio e Inter, FGF fala em "desequilíbrio" em caso de mudança abrupta nas regrasVEJA AINDA: BR-116: Painel gigante de LED na Scharlau já sofreu vandalismo e furto antes mesmo de entrar em funcionamento
Mais de 5,3 mil atendidosSegundo a vice-presidente e diretora executiva da instituição, Delci Mello, em 20 anos de entidade leopoldense, 5.322 jovens foram atendidos diretamente no local e 22 mil indiretamente. ?Nesses 20 anos do Instituto Lenon, muitas coisas se passaram, muito aprendizado, muita construção e muitas dificuldades a gente enfrentou. Tem muita história pra contar, tem muita coisa boa que aconteceu. Tem dores, não é fácil, mas a gente parou pra olhar esses números e pra ver quantas histórias a gente modificou, quantas vidas a gente transformou.?
Publicidade "Para nós será eterno o Lenon": pai fala sobre criação de instituto após perda do filhoAssista a este vídeo no YouTube PublicidadeCategorias Brasil Rio Grande do Sul São Leopoldo Vale do Rio dos Sinos Tags 20 anos Caminhada caminhada pela paz ENTIDADE INSTITUTO LENON INSTITUTO LENON JOEL PELA PAZ lenon joel backes SÃO LEOPOLDO Publicidade PublicidadeTodo conteúdo