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Número de foragidos presos este ano já é maior do que o total registrado em 2025 em São Leopoldo abc+

Número de foragidos presos este ano já é maior do que o total registrado em 2025 em São Leopoldo abc+
Guarda Civil Municipal aponta que tecnologia do videomonitoramento e de drones auxiliam no trabalho de reconhecimento e localização de apenados

O número de prisões de foragidos pela Guarda Civil Municipal (GCM) em São Leopoldo no primeiro semestre deste ano já supera o total registrado em todo o ano de 2025. Até junho, de acordo com a Secretaria Municipal de Segurança Pública (Semusp), 67 foragidos foram recapturados pela GCM no município. No primeiro semestre de 2025 foram 27 prisões e, ao longo de todo o ano passado, 52.

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Equipe da Guarda Civil Municipal de São Leopoldo na Central de Monitoramento Foto: Semusp/Divulgação

A maioria das prisões ocorre na região central da cidade, segundo o comandante da Guarda, Nilton Di Pietro. Ele ressaltou ainda que, na maior parte dos casos, os foragidos possuem antecedentes por tráfico de drogas ou descumprimento de medida protetiva.

?Todos eles aproveitam as famosas saidinhas nas datas festivas. Não acontecem fugas. São concedidas as saídas em datas importantes e eles não retornam?, explicou.

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Tecnologia

Apesar dos avanços tecnológicos na área da segurança pública, o comandante destaca que o trabalho dos agentes continua sendo fundamental. Ao todo, São Leopoldo possui oito câmeras de reconhecimento facial, 120 de monitoramento e 76 que integram o cercamento eletrônico, além de mais de cinco drones que fazem o patrulhamento aéreo e 160 guardas trabalhando nas ruas.

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?A câmera de reconhecimento facial, por exemplo, mostra 90% de semelhança com o indivíduo apresentado pelo banco de dados, mas é na abordagem que a informação é confirmada ou não. Pegamos um foragido há pouco tempo que ainda tinha mais nove anos para cumprir de pena?, contou.

Di Pietro reforçou a importância da atuação dos agentes durante as abordagens. ?A perspectiva do agente é importante. Eles são treinados para isso, reconhecem um comportamento estranho. Isso, a tecnologia ainda não faz. Até porque, muitas vezes, esses indivíduos nem são de São Leopoldo. Com o trem, eles transitam de uma cidade para outra.?

Sobre o aumento de quase 150% no número de prisões na comparação entre os primeiros semestres de 2025 e 2026, Di Pietro atribui o resultado à continuidade do trabalho realizado pela GCM no município.

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?Continuamos com o crescente trabalho iniciado em 2025, somado às ações preventivas e ostensivas realizadas pelas equipes operacionais, atuando de forma inteligente e integrada às tecnologias existentes em favor da sociedade no enfrentamento à criminalidade?, afirmou.

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Publicidade Câmeras em prédios públicos

Segundo o comandante da GCM, um terço do efetivo do município cuida do patrimônio como escolas, Unidades Básicas de Saúde e museus, o que acaba reduzindo o número de guardas nas ruas fazendo a segurança. Sabendo disso, já existe um estudo em andamento, conforme Di Pietro, para substituir esses agentes realocados em prédios públicos por câmeras de monitoramento.

?Esse, com certeza, deverá ser o nosso próximo passo em relação às melhorias na segurança pública da cidade?, explicou Di Pietro, pontuando que também está sendo planejado um aumento no número de câmeras de reconhecimento facial.

?Nosso efetivo está sempre em qualificação contínua, o que colabora em muito numa atuação mais firme e motivada dos nossos agentes, aliado a isso, podemos somar as tecnologias dos vários segmentos de monitoramento existentes no município de São Leopoldo, o monitoramento urbano, o cercamento eletrônico, o reconhecimento facial e patrulhamento aéreo por drones, tem tido papel fundamental nos resultados apresentados.?

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SIM foi regulamentado em 2008

A utilização de tecnologia na segurança pública de São Leopoldo começou a ganhar força em 2008, quando foi regulamentada a instalação e operação do Sistema Integrado de Monitoramento (SIM), que passou a reunir câmeras de vigilância no espaço público. Em 2019, o município já contava com cerca de 50 câmeras monitoradas 24 horas pela Central de Operações da GCM. A estrutura ganhou posteriormente o cercamento eletrônico, com câmeras em pontos estratégicos para auxiliar na identificação e no acompanhamento de veículos.

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Conforme Di Pietro, em novembro de 2025, em período de teste, as câmeras de reconhecimento facial passaram a fazer parte da segurança da cidade. Na São Leopoldo Fest deste ano, o reconhecimento facial já foi usado, assim como a estrutura montada para o evento também contou com câmeras de monitoramento e patrulhamento aéreo por drones que ganhou um reforço no início desse ano com equipamentos que foram destinados não só para a Guarda, mas também para a Defesa Civil.

 

 

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