O Instituto do Câncer Infantil (ICI) e a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) anunciaram uma nova parceria voltada à formação de profissionais da saúde na área de oncologia pediátrica. A novidade foi apresentada durante o 1º Simpósio de Ensino e Pesquisa do Instituto do Câncer Infantil ? Ciência que Transforma, realizado nesta terça-feira (15), em Porto Alegre.
PublicidadeDenise Zaffari, da Unisinos, e Algemir Brunetto, do ICI, que ontem estiveram em simpósio na Unisinos, na capital Foto: Rodrigo W. Blum/Unisinos
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As instituições estão estruturando uma pós-graduação em Oncologia Pediátrica, voltada a profissionais da área da saúde que atuam ou pretendem atuar no atendimento de crianças e adolescentes com câncer. As inscrições devem ser abertas nos próximos meses, e o início das aulas está previsto para abril de 2027.
A especialização reúne a experiência do ICI nas áreas de assistência, ensino e pesquisa em oncologia pediátrica e a estrutura acadêmica da Unisinos. A proposta é ampliar o acesso a uma formação específica e qualificada para profissionais que lidam com a complexidade do câncer infantojuvenil.
?Essa expansão do ICI dá assistência para a pesquisa e fortalece a pós. O ICI há 35 anos investe em pesquisa científica, e agora coroamos com este belíssimo evento em parceria com a Unisinos?, destacou o diretor executivo e fundador do ICI, Dr. Algemir Brunetto.
Segundo ele, a iniciativa também busca ampliar o conhecimento sobre o câncer infantojuvenil entre diferentes profissionais da saúde.
Publicidade?A ideia é possibilitar que esses profissionais que vão atender crianças na sua complexidade tenham toda a informação que precisam para sua formação. Entendemos que isso pode, inclusive, ser ampliado em médio prazo para o resto do Brasil?, afirmou.
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Para Ana Karina da Cunha Fredel, coordenadora das residências médica e multiprofissionais e articuladora da educação continuada da área da saúde da Unisinos, a especialização é resultado da parceria entre as duas instituições.
Publicidade?Fizemos essa parceria e houve essa sinergia na construção desse curso de especialização integral em oncologia pediátrica, para todos os profissionais de saúde. A busca é promover uma formação específica e qualificada, unindo a experiência do ICI e da Unisinos?, explicou.
Ciência mais próxima da sociedadeAlém do anúncio da pós-graduação, o simpósio debateu um dos principais desafios da ciência: aproximar o conhecimento produzido em universidades e centros de pesquisa da sociedade.
PublicidadeDurante a programação, especialistas discutiram o papel do ensino e da pesquisa, estratégias de comunicação científica, novas tecnologias aplicadas à saúde e os caminhos entre uma descoberta científica e sua transformação em tratamento.
?O papel das instituições na formação e no ensino é fundamental. Depois, precisamos falar sobre comunicação e ciência, que é um tema extremamente importante, especialmente com novos agentes e influenciadores falando sobre ciência?, explicou o superintendente de Ensino e Pesquisa do ICI, Dr. André Brunetto.
A programação também contou com uma palestra sobre inteligência artificial, dispositivos vestíveis (wearables) e outras tecnologias aplicadas à saúde. Outro painel abordou as particularidades da biologia e do tratamento do câncer infantil.
PublicidadeNo encerramento, o debate ?Da Bancada ao Paciente? apresentou as diferentes etapas envolvidas no desenvolvimento de um medicamento, desde a pesquisa básica até a chegada de uma nova terapia ao paciente.
Para André, aproximar estudantes e diferentes públicos da produção científica está entre as prioridades do instituto.
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?A ideia é educar as pessoas, trazer estudantes de graduação e pós-graduação que querem compreender melhor esse mundo da ciência. Como o ICI tem um grupo de professores que trabalha com oncologia pediátrica, queremos consolidar uma rede de ensino?, afirmou.
PublicidadeO ICI também lançou um novo perfil no Instagram dedicado à área de Ensino e Pesquisa. A proposta é mostrar o cotidiano da ciência de maneira acessível e aproximar a produção científica da sociedade.
Descobertas que levam anosOutro ponto discutido durante o simpósio foi o desafio de comunicar descobertas científicas que podem levar anos até resultar em uma nova possibilidade de tratamento.
André citou como exemplo um estudo publicado neste ano que levou cerca de 15 anos para ser concluído.
?Temos o desafio, inclusive, do próprio espaço de mídia, de conseguir falar sobre uma grande descoberta que vai demorar para chegar a um paciente, mas que é um grande avanço e que vai mudar vidas?, ressaltou.
A discussão ocorre durante o Setembro Dourado, mês dedicado à conscientização sobre o câncer infantojuvenil. Por ser menos frequente do que o câncer em adultos, a doença recebe menor atenção pública, o que reforça a importância de ampliar o conhecimento sobre sinais, diagnóstico e tratamento.
Nesse contexto, o ICI também mantém o Tele Oncoped, serviço que permite a profissionais de saúde, pais e responsáveis esclarecer dúvidas com especialistas e receber orientação diante de casos suspeitos. O atendimento é gratuito pelo telefone 0800 511 2121.
?É um momento de conscientizar as pessoas. O câncer infantojuvenil é uma doença muito menos frequente que em adultos e, por isso, acaba tendo menos atenção. Precisamos falar sobre isso e antecipar o diagnóstico?, destacou André.
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Simpósio deve ser anualCom 35 anos de atuação, o Instituto do Câncer Infantil mantém a pesquisa científica como um dos pilares de seu trabalho. A intenção é que o simpósio realizado nesta terça-feira se torne um evento anual e consolide um espaço permanente para discutir ciência, formação e inovação em oncologia pediátrica.
?A ideia é termos um grande evento todos os anos, que isso seja recorrente. O Rio Grande do Sul é uma referência em pesquisa de oncologia pediátrica, e queremos compartilhar esse conhecimento com o mundo?, concluiu André.
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