oMelhor.Net

Caso da jovem de Novo Hamburgo que denunciou abusos sofridos na infância gera comoção nas redes sociais abc+

Caso da jovem de Novo Hamburgo que denunciou abusos sofridos na infância gera comoção nas redes sociais abc+
Além da publicação, vítima apresentou provas à polícia e caso segue em investigação em Novo Hamburgo

*Alerta: O conteúdo desta reportagem é sensível e aborda violência sexual contra criança. Veja abaixo como denunciar.

Publicidade

Apesar do sofrimento e angústia que cercam o relato publicado pela moradora de Novo Hamburgo, Bruna Feltes, na última segunda-feira (7), a repercussão do caso também tem levantado discussões relacionadas à justiça, solidariedade e suporte a vítimas de violência sexual. O vídeo, compartilhado pela jovem de 27 anos em suas redes sociais, denuncia uma série de abusos sexuais vividos por ela durante 12 anos.

SIGA O ABCMAIS NO GOOGLE NOTÍCIAS

Bruna Flerter relatou o drama em suas redes sociais Foto: Reprodução/Redes Sociais/Acervo Pessoal

Na publicação, Bruna relata que os abusos cometidos por um amigo da família começaram ainda na infância. Na época, ela não compreendia que aquele comportamento era errado, até ouvir relatos de que o homem também teria tocado outras pessoas.

O homem, que hoje tem mais de 80 anos, mora em Tramandaí e também era considerado um facilitador financeiro para a família de Bruna. Segundo ela, os episódios ocorriam na casa de praia dele e durante visitas à família no Vale do Sinos.

Bruna também relata que recebia presentes caros e viajava com o abusador e sua esposa. Os episódios teriam diminuído por volta dos 14 ou 15 anos, quando o contato entre as famílias se tornou menos frequente e ela passou a compreender a gravidade do que havia vivido.

Publicidade

Aos 23 anos, a jovem decidiu contar aos pais o que havia acontecido e descobriu que eles não tinham conhecimento dos abusos. Bruna chegou a ir até a casa do suspeito e gravou uma conversa na qual o homem admite ter tocado seu corpo quando era criança, buscando a ?satisfazer? quando menina. 

Outro elemento do relato é uma carta de 17 páginas que Bruna encontrou, anos atrás, na casa da avó. O documento teria sido escrito pela filha do suspeito ? uma médica assassinada a tiros em São Paulo antes do nascimento de Bruna ? e reúne relatos de crimes, incluindo abusos que ela própria afirmava ter sofrido do pai. 

CLIQUE AQUI E INSCREVA-SE NA NOSSA NEWSLETTER

Publicidade Comentários acendem alerta

A solidariedade dividida por milhares de pessoas nas redes sociais tem formado uma rede de apoio digital em meio ao impacto do relato de Bruna. De um lado, comentários que oferecem suporte, palavras de conforto e parabenizações pela coragem que motivou a publicação. ?Parabéns pela sua coragem, Bruna. Nunca é tarde demais!? e ?Bruna! Sinta-se abraçada?, são alguns dos exemplos das mensagens deixadas para a jovem.

De outro lado, mulheres relatam ter passado pela mesma situação, mas, na maioria dos casos, nunca tornaram seu caso público ou denunciaram os abusadores. O trauma, porém, ainda repercute no interior de cada uma delas, uma dor que se percebe por meio das palavras trazidas.

Publicidade

Comentários como: ?Você é muito corajosa. Pode fazer a diferença na vida de muitas vítimas. Hoje estou com 62 anos e só consegui entender o que tinha acontecido já adulta? e ?Bruna, não te conheço, mas entendo muito bem a tua dor, pois eu também fui vítima de abuso e nunca contei para ninguém?, contam também a história de outras mulheres, com diferentes idades, cidades e nomes, mas ainda assim algo em comum: uma difícil vivência que não se apaga e é carregada ao longo da vida.

LEIA TAMBÉM: Crateras em rua que conecta São Leopoldo a Novo Hamburgo expõem motoristas a risco de acidentes

Entenda o andamento da investigação

Bruna revelou à reportagem do ABCmais que só formalizou denúncia junto à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Novo Hamburgo em agosto deste ano. O processo de ir até as autoridades ocorreu graças ao apoio do pai de Bruna.

Publicidade

O boletim de ocorrência foi registrado em 7 de agosto e o caso está sob investigação da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Novo Hamburgo. O titular, delegado Alexandre Quintão, relevou que o inquérito está instaurado e deve ser finalizado até, no máximo, o fim deste mês. ?Ela já prestou depoimento, só falta interrogar o acusado, que mora no litoral. Após isso, vai para a justiça?, explica.

As provas apresentadas pela vítima, a carta deixada por uma das filhas do agressor e a gravação do confronto devem garantir o indiciamento e futura condenação, conforme Quintão. Além disso, o delegado esclareceu que não corre o risco de prescrever, pois o tempo para prescrição é de 20 anos.

Publicidade

ENTRE NO NOSSO CANAL NO WHATSAPP

Como denunciar abuso sexual infantil

Para denunciar abuso sexual infantil, seja pela internet ou não, casos de pornografia ou pedofilia, é importante denunciar. Isso pode ser feito pelos seguintes canais:

Publicidade

Disque 181;Divisão Especial da Criança e do Adolescente (DECA) da Polícia Civil: (55) 98454-1004 ? WhatsApp;Delegacia online da Polícia Civil: www.delegaciaonline.rs.gov.br;E-mail da DECA da Polícia Civil: dpgv-deca-denuncias@pc.rs.gov.br; Polícia Federal: www.dpf.gov.br;SaferNet: www.denunciar.org.br.Se tiver acesso a imagens ou textos de pornografia infantil ou pedofilia: anote os dados de e-mail, número de IP e quaisquer outros detalhes que conseguir para encaminhar junto à denúncia.

Quanto mais rápida for feita a denúncia, maiores as chances das investigações chegarem aos suspeitos.

PublicidadeCategorias Brasil Novo Hamburgo Rio Grande do Sul Vale do Rio dos Sinos Tags abuso sexual Abuso Sexual Infantil bruna feltes como denunciar conteúdo sensível deam denuncia INVESTIGAÇÃO NOVO HAMBURGO Rio Grande do Sul violência sexual Publicidade PublicidadeTodo conteúdo