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Lula no RS: Governo federal anuncia R$ 75 milhões para casas de bombas em Canoas abc+

Lula no RS: Governo federal anuncia R$ 75 milhões para casas de bombas em Canoas abc+
Equipamentos fazem parte do sistema de proteção do Mato Grande e já foram licitadas

A visita presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva rendeu boas notícias para Canoas nesta sexta-feira (11). O governo federal anunciou R$ 75 milhões para um dos projetos que integram o sistema de proteção do bairro Mato Grande. Os valores são do Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos (Firece), criado após a enchente de 2024.

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Reunião presidente Lula na Base Aérea de Canoas Foto: Paulo Pires/GES

Os recursos são para a construção das casas de bombas nº 9 e nº 10, localizadas em dois pontos diferentes do pôlder, próximos à BR-448. A obra exige um investimento de R$ 75 milhões e já possui processo encaminhado com o consórcio CB Canoas.

O anúncio foi feito durante a visita presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva. A reunião contou com a presença do governador Eduardo Leite e dos prefeitos de Canoas, Airton Souza, e de Porto Alegre, Sebastião Melo, e da prefeita de Eldorado do Sul, Juliana Carvalho.

?A ajuda do governo federal vem em boa hora. É importante para que todas obras de proteção estejam acontecendo. E para as casas de bombas, não adianta ter os diques e não ter o equipamento para tirar a água da cidade?, afirma o prefeito Airton Souza.

?Estamos celebrando esse avanço importante. Todo o nosso esforço é para fazer o mais rápido possível, mas sem abrir mão da responsabilidade que nós temos em cada um desses projetos para entregar sistemas de proteção que, de fato, protejam?, declara Leite.

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A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior; o ministro das Cidades, Antônio Vladimir Moura Lima, e o presidente Caixa Econômica Federal, Carlos Antônio Vieira Fernandes também estiveram presentes. A reunião aconteceu na Base Aérea de Canoas, no bairro Nossa Senhora das Graças.

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Lula critica demora na liberação

Durante a reunião, o presidente Lula questionou a demora na liberação dos recursos. Dos 6,5 bilhões aportados ainda no final de 2024, somente R$ 1,56 bilhão estão sendo repassados quase dois anos depois.

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?É só para explicar para o povo porque não aconteceu com a rapidez que a gente queria que acontecesse. Todo mundo queria que fosse rápido e não aconteceu?, cobrou Lula no encontro com as autoridades do Estado e região metropolitana.

O governador Eduardo Leite argumentou que muitos dos projetos precisavam ser revistos ou ainda elaborados para as obras, classificando-as como ?obras monumentais?. Leite exemplificou com o caso de Eldorado do Sul, que precisou aumentar o projeto do dique de 6 para 7,3 metros, além de adicionar mais duas casas de bombas, totalizando quatro.

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?Trechos que não estavam contemplados, passaram a ser. Essa revisão dos anteprojetos acabou gerando o uso desse tempo no caso de Eldorado, assim como as outras bacias como Sinos e Gravataí?, comenta.

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Canoas pedia recursos há meses

O pedido por recursos para o sistema de proteção do Mato Grande, em Canoas, não é novo. Pelo menos desde maio, a Prefeitura de Canoas vem solicitando a inclusão dos projetos no Firece. O assunto foi tratado em reuniões e ofícios envolvendo a Casa Civil e o governo estadual.

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As últimas solicitações foram feitas em agosto e no início deste mês para a execução das casas de bombas. Nos documentos, o Município alegou que necessitava dos recursos para avançar na contratação e pede antecipação do cronograma de repasse.

Além das casas de bombas, o pôlder é composto pelo próprio Dique Araçá/Mato Grande, como cerca de 60% de conclusão; e pela estrutura de contenção de 2,2 km sob a BR-448 que possui projeto executivo concluído.

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Porto Alegre e Eldorado do Sul contemplados

As cidades de Porto Alegre e Eldorado Sul também foram contempladas com a destinação de recursos do Firece e autorização para publicar editais. A capital vai receber R$ 480 milhões para intervenções nos diques Vila Dique, Sarandi Oeste e Sarandi-Leste.

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O prefeito Sebastião Melo agradeceu a parceria entre os entes. ?A proteção contra as cheias não é obra de uma cidade só e a governança é fundamental. A água não encerra no município e a Bacia do Guaíba tem 85 mil km e, portanto, a proteção contra as cheias é da região metropolitana?, ressalta.

Já Eldorado do Sul terá R$ 1,03 bilhão para seu sistema de proteção. Deste montante, R$ 730 milhões são do Firece, enquanto que os R$ 300 milhões restantes são oriundos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs).

A prefeita Juliana Carvalho relembra que a cidade ficou 90% submersa em 2024. ?Infelizmente não só dois anos de espera, são 14 anos. A primeira vez que o recurso foi liberado para o projeto foi em 2012. Em 2016, estava pronto, mas nunca recebeu recursos para que a obra fosse executada.?

?O dia em que for dada a ordem de início para o sistema de proteção contra cheias de Eldorado do Sul, sem dúvidas vai ser o dia mais emocionante para 40 mil pessoas que vivem lá e que sofrem, anualmente, com cheias há décadas?, comenta a prefeita.

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Fundo se tornou padrão de atendimento a desastres

O assunto da reunião entre as autoridades é o Firece. O fundo é destinado à recuperação de infraestrutura e à construção de novos empreendimentos que compõem os sistemas de proteção dos municípios.

O aporte de R$ 6,5 bilhões foi feito pela União ainda no final de 2024 ? poucos meses após o desastre climático que atingiu o Rio Grande do Sul. O Firece é administrado pela Caixa Econômica Federal.

Esse modelo é para ser um padrão de atendimento aos desastres, de acordo com o presidente Lula. ?O que nós fizemos aqui no Rio Grande do Sul mudou o padrão do governo federal de atender os municípios. Agora, seremos obrigados a fazer para todo e qualquer município que tiver o qualquer desastre ou calamidade. O padrão é o padrão gaúcho?, define.

A sua principal característica é o financiamento de novas obras. Isso porque o Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), com saldo atual de R$ 9 bilhões, é voltado para a reconstrução e recuperação de estruturas já existentes. Projetos novos são abraçados pelo Firece.

Oito obras e projetos estão previstos serem executados com esse recurso. As intervenções beneficiam 16 cidades: Porto Alegre, Alvorada, Cachoerinha, Campo Bom, Canoas, Eldorado do Sul, Esteio, Gravataí, Igrejinha, Nova Santa Rita, Novo Hamburgo, Rolante, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Três Coroas, Viamão. Também estão previstos estudos e projetos para futuras intervenções na Bacia do Caí.

Lula apresenta recursos para proteção contra as cheias na Região MetropolitanaAssista a este vídeo no YouTubeMudanças na agenda

Canoas entrou, saiu e voltou para a agenda do presidente Lula nesta semana. Até a noite desta quinta-feira (10), a visita presidencial estava prevista apenas para o campus Viamão do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS).

Antes disso, o presidente iria vistoriar as obras da BR-116 na cidade. O compromisso estava marcado também para esta sexta-feira, na Praça do Avião. Mas foi desmarcado horas depois.

Em conjunto com os compromissos presidenciais em Canoas e Viamão, Lula também cumpre agenda como candidato à reeleição. Um comício no Largo Glênio Peres, no Centro Histórico de Porto Alegre, encerra a passagem pelo Rio Grande do Sul. 

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