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Cada dia uma vitória : Bebê recebe alta após 108 dias na UTI Neonatal do Hospital Universitário abc+

Cada dia uma vitória : Bebê recebe alta após 108 dias na UTI Neonatal do Hospital Universitário abc+
A pequena Lorena nasceu em junho com apenas 25 semanas de gestação

A segunda-feira (21) foi de uma felicidade imensa para a família da pequena Lorena, de três meses. A bebê ficou 108 dias internada na UTI Neonatal do Hospital Universitário (HU), em Canoas. A menina nasceu com apenas 25 semanas de gestação.

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Andriele Pinheiro Brito acompanhou a filha Lorena durante toda a internação na UTI Neonatal do HU de Canoas Foto: Paulo Pires/GES

Com a filha nos braços e em casa, a mãe Andriele Pinheiro Brito, 30 anos, finalmente está aliviada. Foram cerca de três meses de aflição, mas sem nunca perder as esperanças. “Cada dia foi uma vitória, mas também tinha muito medo de perder ela. Mas eu sempre dizia que para Deus nada é impossível”, afirma a moradora de Sapucaia do Sul.

A bebê prematura nasceu no início de junho, quando a previsão era 20 de setembro – último domingo. A menina veio ao mundo com 700 gramas e ainda acabou perdendo peso, ficando com apenas 610 gramas quando foi internada.

Mais de 100 dias depois, Lorena saiu da Unidade Tratamento Intensivo com 3 kg e 47 centímetros. “Não foi fácil. Cada dia uma batalha, uma luta. Mas ela não teve nenhuma sequela, ela é perfeita”, celebra. (Confira o vídeo no final da matéria)

Finalmente em casa junto com o marido Leandro e a filha mais velha, Laura, Andriele se emociona com tudo que viveu. “Eu me sinto com o dever cumprido. É uma felicidade estar com ela nos meus braços. Fui ao hospital todos os dias, mas faltava alguma coisa em casa. Se eu pudesse, faria ainda mais por ela”, destaca. 

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Uma mãe sempre tem esperança

Lorena nasceu prematura devido a uma condição de saúde de Andriele. “Quando o bebê vai ganhando peso, o meu útero não sustenta e se abre. Pelos médicos, eu não posso ter filho. Inclusive, eu estava com DIU quando descobri que estava grávida”, conta a mãe.

O relato vem de uma experiência passada: Andriele passou pela mesma situação com a filha Laura, que hoje tem quatro anos. A primogênita nasceu de 31 semanas, também no HU, em 2022.

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“Eu sabia que a Lorena podia vir prematura. Com 17 semanas eu tive que costurar o colo do útero, mas não adiantou. Durante uma consulta eu descobri que estava com quatro dedos de dilatação”, relembra Andriele.

A moradora do bairro Piratini, em Sapucaia do Sul, estava fazendo acompanhamento no Hospital Getúlio Vargas. No entanto, precisou ser encaminhada para os cuidados do Hospital Universitário, em Canoas.

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Bebê Lorena teve alta nesta segunda-feira (21) após 108 dias na UTI Neonatal do HU de Canoas Foto: Divulgação/Hospital Universitário de Canoas

“Quando eu cheguei, a médica me disse que ia precisar me internar. E não me deram esperança, não tinha garantia de que ela viria com saúde. Foi passando e cada uma vitória”, relata.

Quando estava com 24 semanas, Andriele teve sangramento e já estava com seis dedos de dilatação. O momento era de repouso absoluto em um leito, sendo medicada com antibiótico. “Ai teve um dia que tive uma contração, fui no banheiro e nada. Voltei para a cama e gritei dizendo que ia nascer. Ela ainda nasceu dentro da bolsa”, ressalta.

Lorena nasceu no dia 5 de junho e já precisou lutar pela sua vida. A bebê ficou alguns segundos respirar, além de ter tido convulsão e sopro no coração enquanto ficou internada. Foram 108 dias sendo tratada pela equipe da UTI Neonatal do HU.

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“Não me deram nenhuma esperança. Ela podia estar bem um dia, mas no outro não estar. Mas eu sempre dizia para os médicos que para Deus nada é impossível”, diz emocionada.

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Publicidade Uma equipe dedicada

Se Lorena saiu da UTI Neonatal com saúde, é porque as dezenas de profissionais que compõem a equipe multidisciplinar cuidaram bem dela. Todo o trabalho foi feito seguindo o protocolo do Método Canguru, definido pelo Ministério da Saúde.

À frente da coordenação do materno-infantil, a enfermeira Lisiane Rocha Lenhardt, destaca que a bebê foi uma prematura bem extrema. “Atendemos um número considerável de bebês prematuros. E o cuidado depende da idade gestacional, peso e comorbidades que são peculiares de cada uma.”

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Equipe multidisciplinar cuidou da bebê Lorena na UTI Neonatal do HU de Canoas Foto: Divulgação/Hospital Universitário de Canoas

“E aqui nós seguimos o Método Canguru e temos o maior cuidado com o atendimento humanizado o tempo inteiro. É o contato pele a pele da mamãe e do bebê, a baixa luminosidade, visitação estendida. É um somatório”, reforça Lisiane.

A enfermeira ainda cita um caso que aconteceu em 2008, quando uma bebê nasceu com menos de 500 gramas e 23 semanas de gestação, mas também foi para casa com saúde.

“A gente tem uma equipe bastante integrada. Nós temos amor no que fazemos. É mérito de toda a equipe e uma pitada de Deus. A gente não faz nada sozinho”, completa a enfermeira Lisiane.

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