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Caso Oliver: Missionário dos EUA e esposa são denunciados por tortura e morte do filho de 3 anos em Viamão abc+

Caso Oliver: Missionário dos EUA e esposa são denunciados por tortura e morte do filho de 3 anos em Viamão abc+
Denúncia aponta que quatro crianças da família foram submetidas a agressões físicas e psicológicas entre 2024 e 2026, culminando na morte de Oliver

Os pais do menino Oliver Golden Grayson, que morreu aos 3 anos após ser espancado em Viamão, foram denunciados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) nesta quinta-feira (27). A criança foi agredida pelo pai no último dia 5 de julho e morreu três dias depois, no Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre.

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Oliver Grayson com os pais Dandre Grayson e Mayanna Rodgers Foto: Reprodução

O pai, o missionário estadunidense Dandre Jermaine Grayson, foi denunciado por homicídio qualificado com dolo eventual e por quatro crimes de tortura praticados contra os próprios filhos. Já a mãe do menino e esposa de Dandre, Mayanna Angelina Rodgers, foi denunciada por quatro crimes de tortura por omissão.

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Na denúncia, apresentada pelo promotor de Justiça Cláudio Rodrigues Araujo, o MP também solicitou a destituição do poder familiar do casal e o pagamento de uma indenização mínima de R$ 50 mil por danos morais às vítimas sobreviventes.

Dandre foi preso quando Oliver deu entrada no hospital e Mayanna foi presa um dia depois da morte do filho, em 9 de julho.

Publicidade Crime e morte

O espancamento aconteceu no domingo do dia 5 de julho, quando o norte-americano deu entrada com o filho no Hospital de Viamão. Diante dos diversos ferimentos apresentados por Oliver, a equipe médica acionou a Brigada Militar, que prendeu Dandre.

Na casa de saúde, o homem admitiu ter agredido o menino com socos e batido a cabeça da criança no chão. Segundo a delegada Luana Tamiozzoto Medeiros, o crime ocorreu porque ele “não havia gostado da forma como o menino falou bom dia”.

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Oliver morreu no dia 8 de julho, no Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre. O laudo pericial apontou traumatismo craniano e marcas de lesões anteriores ao homicídio, indicando que o menino já vinha sendo agredido.

Irmãos de Oliver também eram agredidos

Conforme a denúncia, entre o início de 2024 e julho de 2026, quatro crianças da família foram submetidas a intensos sofrimentos físicos e psicológicos em São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, culminando com a morte de Oliver em Viamão. 

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Segundo o MP, Dandre agredia os filhos com socos, tapas, mordeduras e espancamentos com fios e cordas como forma de castigo por motivos banais. As quatro imputações de tortura foram denunciadas com agravantes relacionadas ao fato de as vítimas serem descendentes, menores de 12 anos e estarem inseridas no ambiente doméstico e familiar.

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Mayanna responde pelo crime de tortura por omissão porque, conforme a investigação, tinha conhecimento das agressões, presenciava episódios de violência e deixou de impedir os crimes ou comunicar os fatos às autoridades, apesar do dever legal de proteção decorrente do poder familiar.

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O homicídio foi denunciado com as qualificadoras de motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além das circunstâncias de a vítima ser menor de 14 anos e descendente do denunciado.

Desde a morte de Oliver, o MP também acompanha a situação dos irmãos, que permanecem acolhidos juntos em serviço especializado, com atendimento e medidas de proteção voltadas à garantia de seus direitos.

Publicidade Defesa de Mayanna

Em nota, a defesa de Mayanna reforça que a denúncia apresentada pelo Ministério Público não acusa Mayanna pelo homicídio do filho e destaca que a imputação de tortura por omissão não é classificada como crime hediondo.

“Diante disso, a partir desta etapa processual, a defesa concentrará seus esforços na busca pela liberdade de Mayanna”, afirma o texto, ressaltando que a acusação ainda será analisada pela Justiça e que Mayanna terá direito ao contraditório e à ampla defesa.

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“Mayanna não foi acusada de homicídio. Essa distinção é fundamental e precisa ser esclarecida. Vamos trabalhar, agora, para demonstrar sua versão dos fatos e buscar sua liberdade, dentro de todas as garantias previstas pela legislação brasileira”, diz o advogado André von Berg.

O espaço também está aberto para manifestação da defesa de Dandre.

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