A magia natalina já envolve todos os cantos de Gramado. E há uma figura clássica e bem tradicional que representa o Natal: o Papai Noel. E se houvesse um encontro para reunir todos eles? Pois é exatamente isso que está sendo realizado na cidade, desde a quarta-feira, dia 28.
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Aldeia do Papai Noel realiza o 16º encontro de Papai Noéis em Gramado Foto: Mônica Pereira/GES-Especial
Cerca de 60 profissionais participam do evento promovido pela Aldeia do Papai Noel ? que chega à 16ª edição. O objetivo é promover a integração entre esses Bons Velhinhos do País e trazer ainda mais alegria para o final de ano na Serra.
A programação é intensa. Até esta sexta-feira, dia 30, o grupo participa de diversas atividades, como amigo-secreto, aulas de ginástica, momentos de oração e até um passeio pela Avenida Borges de Medeiros.
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E foi na principal avenida da cidade que os Papais Noéis iniciaram essa aventura. Ovacionados com buzinaço e o encontro com crianças, adultos e idosos marcaram o primeiro dia da festa, que resgata o espírito natalino e a missão de ser um Papai Noel.
Publicidade ?Não podem faltar histórias que emocionam?Jahyr Barcellos Foto: Mônica Pereira/GES-Especial
O diretor da Aldeia, Jahyr Barcellos, destaca que a motivação de continuar promovendo esse encontro é a confiança construída ao longo de 16 edições. ?Papais Noéis de várias regiões do Brasil se preparam para esse encontro. Investem seu tempo e compartilham experiências para fortalecer amizades. Temos o compromisso de corresponder a essa expectativa e honrar a credibilidade que a Aldeia do Papai Noel conquistou?, afirma.
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Seguindo o legado da família, Jahyr conta que a programação valoriza as boas histórias e promove a confraternização e o aprendizado. ?Não podem faltar histórias que emocionam, inspiram e revelam o que existe por trás da barba branca e da roupa vermelha de cada um deles. Essa troca é o que torna esse evento tão especial?, acrescenta.
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?O evento reforça nossa missão de manter vivo o espírito natalino durante todo o ano. É também uma oportunidade de celebrar o que temos de melhor: a generosidade e o respeito. Valores que dão sentido à missão de quem se dedica a dar vida a um dos personagens mais queridos do imaginário de crianças e adultos?, atesta.
PublicidadeDe 2025 para este ano, o número de participantes dobrou. Para o diretor do parque temático, resultado da consolidação desse encontro no calendário natalino.
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?Mais pessoas estão conhecendo esse grande encontro de Papais e Mamães Noéis em Gramado, reconhecendo sua importância como espaço de troca de experiências e confraternização. A participação deste ano superou nossas expectativas e mostra que estamos no caminho certo?, finaliza.
Publicidade A essência do Papai NoelPeterson Avila Foto: Mônica Pereira/GES-Especial
Gordos, magros, altos, baixos, brancos, negros e pardos. São inúmeras as histórias de vida e diferentes as motivações de cada um em ser Papai Noel. Mas todos têm em comum o desejo de levar alegria e amor por onde passam.
ENTRE PARA A COMUNIDADE DO JORNAL DE GRAMADO NO WHATSAPPQuem está vivendo essa experiência há quase sete anos é o gaúcho Peterson Avila, de 41 anos, de Rio Grande. Com o pai e o irmão também Papais Noéis, ele ressalta que está realizando um sonho. Tudo começou em família, mas depois saiu das portas de casa para alcançar outros lares.
Publicidade?É um objetivo de vida levar essa luz que é o Natal para todo mundo. Ver os outros felizes é o que me encanta?, reforça, ao citar que é a primeira vez que participa do encontro. ?A primeira vez, se Deus quiser, para sempre daqui em diante?, complementa.
Fábio Costa Foto: Mônica Pereira/GES-Especial
Quem visita Gramado pela primeira vez é Fábio Costa, de 67 anos, de São Paulo. Já apaixonado pela cidade, ele pondera que o intuito da viagem é compartilhar alegria.Fábio integra uma associação de Papais Noéis negros.
Publicidade?A ideia é exatamente a representatividade. A nossa preocupação é que a criança também possa se ver, independente da sua cor, da sua origem, mas ela se ver representada?, assegura. ?Muita gente acredita que nós levamos alegria, mas eu creio que nós nos reenergizamos com a alegria que as pessoas têm. Isso é maravilhoso?, conclui.
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Neste ano, o Bom Velhinho de mais longe veio de Brasília. Nem a longa viagem de carro cansou Elmitho Ferreira dos Santos Filho, de 62 anos. Ele começou no ofício ao realizar um trabalho social em uma creche, há nove anos.
Elmitho Filho Foto: Mônica Pereira/GES-Especial
Esta é a terceira vez que participa do encontro organizado pela Aldeia. ?A personificação do natal é Gramado?, brinca. ?Ser Papai Noel para mim é a maior alegria da vida. Poder levar alegria, esperança e felicidade para muitas pessoas que estão precisando?, descreve.
Suporte para a perda do filhoRogério Sarmento da Silva Foto: Mônica Pereira/GES-Especial
Artesão acostumado com trabalhos manuais, Rogério Sarmento da Silva, de 56 anos, morador do Rio de Janeiro, produz a própria roupa natalina. O nordestino, desde criança, sempre teve o dom de costurar e bordar. ?E isso foi evoluindo com o tempo, até que eu senti a necessidade de fazer os meus próprios figurinos e, hoje, estamos aqui a caráter construindo até o cajado. A mágica acontece aos nossos olhos?, aponta.
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Rogério começou a atuar como Papai Noel em 2014, mas fez uma pausa por causa do trabalho. Ele retornou em 2018, como uma forma de superar o luto. ?O nosso filho faleceu e foi muito doloroso. Minha esposa ficou muito deprimida e disse que não queria mais saber do Natal, porque ele faleceu no Natal. Eu disse: Por que em vez da gente abandonar o Natal, a gente não pega o Natal para acalentar o nosso coração? De lá pra cá, estamos plantando o bem sem olhar a quem?, diz.
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?Papai Noel é tudo o que o mundo precisa para lembrar para as pessoas que o sentimento mais nobre da humanidade ainda é o amor?, sinaliza Rogério, que participa do encontro em Gramado pela primeira vez. ?A primeira de muitas que virão. A essência do conjunto é transformadora. Faz com que a gente se estimule cada vez mais, se apaixone cada vez mais por esse mundo mágico do Natal?, acentua.
?É um orgulho muito grande?Aldeia do Papai Noel realiza o 16º encontro de Papai Noéis em Gramado Foto: Mônica Pereira/GES-Especial
Com 53 anos de ofício, a experiência de Acelio Pedro Schwegebr, de 80 anos, de Porto Alegre, é compartilhada com os demais. Ele se tornou Papai Noel em 1973, quando esteve à frente de uma colônia de férias. Quando o homem que faria o personagem precisou ser hospitalizado às pressas, ele assumiu a responsabilidade.
Acelio esteve presente nos 16 encontros já realizados na Aldeia. Trabalhando de maneira voluntária, ele salienta que até em Manaus esteve, levando os ensinamentos no Natal. ?Natal quer dizer nascimento, o nascimento de Jesus. O que eu faço é levar essa notícia. É um orgulho muito grande e pretendo fazer isso por muitos anos ainda?, frisa.
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E o Papai Noel Vitor Hugo Schwab, de 60 anos, de Palhoça, em Santa Catarina, leva a magia natalina ao seu trabalho, durante todo o ano. Ele atua como técnico de imobilização ortopédica na emergência de um hospital infantil.
Aldeia do Papai Noel realiza o 16º encontro de Papai Noéis em Gramado Foto: Mônica Pereira/GES-Especial
?Eu acabo trazendo essa alegria do Papai Noel. Eu vou trabalhar com camisas decoradas, com boné decorado, levo pirulito para as crianças. Então, eu trago essa energia do Natal durante o ano todo no meu trabalho. E isso é gratificante demais?, reforça.
Vitor assumiu a figura natalina há quatro anos, por acaso. ?E não tem mais volta. É maravilhoso, gratificante. É uma emoção enorme?, pondera o Papai Noel apelidado carinhosamente de ?gigante?, por ter mais de 2 metros de altura.
A alegria de 60 Papais Noéis está reunida em GramadoAssista a este vídeo no YouTubeLEIA TAMBÉM
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